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Em 2020, a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor registou 396.767 reclamações, mais 16% face ao ano transato. Turismo, comércio eletrónico, espetáculos e lazer foram alguns dos motivos que levaram os consumidores a reclamar
Só sobre turismo, a DECO recebeu na sua linha de apoio ao consumidor turista 6.838 pedidos de ajuda. Por outro lado, problemas com compras em linha, dificuldades com o reembolso de bilhetes de espetáculos, concertos e festivais, pagamento de mensalidades e outros serviços em creches e jardins-de-infância, e taxas cobradas nos serviços de saúde pelo uso de equipamentos de proteção individual constituíram os casos mais emblemáticos das 23.745 mediações efetuadas pela Associação.
Segundo a DECO, a pandemia marcou o cenário das reclamações no país e além dos conflitos que esta motivou, os setores que reuniram maior número de queixas, à exceção do turismo, pouco diferiram em comparação com os anos anteriores.
O setor das telecomunicações reuniu o maior número de queixas (37.723), seguido da área de bens de consumo (32.866), turismo (26.432), serviços financeiros (24.618), energia e água (13.985), e transportes (maioria aéreo, 11.507).
De acordo com a DECO, há 13 anos que as telecomunicações são o setor mais problemático para os consumidores, sendo relatados conflitos relacionados com o período de fidelização, refidelização, práticas comerciais desleais e dificuldades no cancelamento do contrato. No entanto, a crise pandémica veio trazer mais problemas, como os comprovativos para efeitos de cancelamento ou suspensão dos contratos.
“Num ano marcado pelo confinamento as compras em linha foram o problema principal do setor de compra e venda. O setor alimentar mereceu, em 2020, um destaque, juntando-se a encomendas não entregues ou tardias, reembolso de valores pagos, problemas nos pagamentos e dificuldade de contactos com o apoio ao cliente”, fez ainda saber a DECO.














