O Auditório José Vareda, no Sport Operário Marinhense, foi o local escolhido por Henrique Neto para apresentar o seu mais recente livro.

Dedicado ao setor dos moldes, o livro foi apresentado numa cerimónia que teve lugar no final de tarde da última sexta-feira, 19 de dezembro.

Coube ao antigo ministro das Finanças João Salgueiro a apresentação da obra “Um olhar sobre a indústria de moldes”. Perante uma plateia constituída por pessoas ligadas ao setor, e não só, o economista considerou que o livro refere os protagonistas desta indústria, “documentando bem o trabalho e a persistência de quem colocou de pé no concelho da Marinha Grande a indústria de moldes”. Salgueiro, que fez votos de que o livro possa ter continuidade, recordou as crises existentes em vários setores da economia nacional e que conseguiram ultrapassar as dificuldades e encontrar novas formas de persistir no mercado, dando como exemplo os têxteis e o calçado. Segundo o orador, também a indústria de moldes ultrapassou uma fase menos positiva, num passado não muito distante, mas soube procurar “a saída”.

Para João Faustino, presidente da Associação Nacional da Indústria de Moldes, a obra traduz com verdade o que tem sido a indústria de moldes nos últimos anos, frisando que a Cefamol apoiou a sua edição e que decidiu apoiar todos os livros que sejam publicados sobre o setor. O responsável considerou que o livro é um documento vivo, que ajuda a dinamizar e perpetuar a história do setor.

Henrique Neto, por sua vez, realçou o progresso “notável” da indústria de moldes nos últimos 80 anos, com uma evolução “contínua” e transversal, com a aposta na tecnologia e na formação de recursos humanos. Para o autor, trata-se de uma indústria que soube adaptar-se permanentemente em busca de soluções, e um “exemplo excelente para dar ao país”. Henrique Neto, em jeito de crítica, disse que “não está a ser valorizado na Marinha Grande o papel do Centro de Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto do Politécnico de Leiria, nem o que está a ser feito em termos de investigação”. A terminar, Henrique Neto concluiu que “Portugal precisa da Marinha Grande das ideias, que se vê longe e que tem uma estratégia de desenvolvimento".

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