A 16.ª edição das Marchas Populares da Marinha Grande terá de esperar até ao próximo ano para sair à rua. O certame foi cancelado devido à pandemia causada pelo novo coronavírus e um pouco à semelhança do que ocorreu nas cidades com maior tradição neste domínio

Segundo o JMG apurou junto de Cristina Sousa, que no ano passado coordenou a organização do certame, embora não se tenham realizado reuniões no âmbito da Associação Concelhia das Associações da Marinha Grande (ACAMG), alguns dirigentes associativos conversaram sobre o assunto e concordaram pelo cancelamento das Marchas Populares 2020, tendo em conta a atual conjetura e os planos de contingência a que toda a população está sujeita.

Uma decisão que tomou em conta, com exemplo, o que sucedeu com “as «grandes Marchas Populares» de Lisboa que também foram canceladas e mais têm um investimento muito maior quer a nível financeiro, quer a nível de recursos humanos, entre outros”.

Também a vereadora Célia Guerra, que assume o pelouro da cultura no Município, anunciou entretanto, aos microfones da RCM, no programa “Especial COVID-19” que este ano não haveria Marchas Populares devido ao coronavírus e à proibição de ajuntamentos populares.

Festas adiadas para meados de outubro

Já no que respeita às Festas da Cidade, que o Município quer promover nos dias 16, 17 e 18 de outubro depois de ter inicialmente proposto o primeiro ou o segundo fins de semana de setembro, por disponibilidade dos artistas, Cristina Sousa considera que “não faz qualquer sentido andarmos a adiar quando a conjetura não nos permite ter a perceção do prazo de adiamento”.

Na sua opinião e de alguns colegas dirigentes associativos, “à semelhança da Câmara de Leiria que cancelou a Feira de Maio, a nossa Câmara Municipal já deveria ter tido a coragem de assumir o cancelamento das Festas da Cidade da Marinha Grande sem andar a tentar passar a responsabilidade para as coletividades, com propostas de datas que coincidem com outras festas, o que não faz qualquer sentido se houver respeito pelas associações e pelo trabalho que fazem para bem da comunidade”.

“Nesta conjetura, entendemos (alguns dirigentes associativos que falámos por telefone na impossibilidade de reunir pessoalmente) que as Festas da Cidade para este ano devem ser anuladas e não adiadas, pois as datas até outubro estão preenchidas, isto se o Covid-19 nos deixar realizar ainda alguma festa este ano, pois ninguém sabe ainda o que fazer, estamos todos na expectativa”, refere Cristina Sousa.

De referir que na entrevista concedida esta semana à RCM, a vereadora Célia Guerra deu conta de que será feito “mais para a frente” um balanço para aferir “se há ou não condições” para a realização do certame, “ou se seremos obrigados a cancelar”.

Dirigentes reclamam mais tempo para analisar propostas de regulamento

Ao JMG, Cristina Sousa manifestou ainda a opinião que partilha com alguns colegas, nomeadamente se “não está na altura da Câmara Municipal começar a pensar nos prejuízos que as associações vão ter este ano e na forma como as pode ajudar a manter-se para poderem abrir novamente à comunidade quando for a altura”.

A recente publicação em Diário da República dos projetos de regulamento para apoiar a atividade das associações e clubes gerou alguma preocupação, já que “grande parte dos dirigentes associativos do concelho não domina a informática e, por isso, não será possível discutir o conteúdo dos regulamentos entre as direções ou associados”.

Segundo Cristina Sousa, “esta é uma realidade no concelho da Marinha Grande e por isso é difícil entender como é que se dá um prazo de 30 dias para dar opiniões numa altura em que as associações estão com as portas fechadas e impedidas de reunir”, concluindo que “estas seriam questões importantes que a Câmara poderia estar a pensar e talvez auscultar as associações”.

O JMG ouviu a vereadora Célia Guerra sobre a possibilidade de poder vir a ser alargado o prazo de consulta pública dos projetos de regulamento em causa. Segundo a autarca, nenhuma coletividade manifestou, até ao momento, esta dificuldade à autarquia, lembrando que os projetos de regulamento foram enviados às instituições duas semanas antes da sua publicação em Diário da República para permitir a sua análise dentro dos prazos previstos.

De referir que os 30 dias úteis para a discussão pública dos projetos de regulamento terminam, respetivamente, nos próximos dias 19 de maio (desporto federado), 20 de maio (associações de cultura, recreio e/ou desporto) e 22 de maio (instituições sociais).

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