“Código M” é como se intitula o mais recente livro editado pelo marinhense Fernando Silva. Com edição da 5livros.pt já se encontra nas bancas e, segundo o autor, promete boa disposição e algumas gargalhadas

 

“Portugal, verão de 1980. Mary, cantora de Night Club, espalha magia por onde passa. Carlos Moreno, o mais arrojado dos pequenos empresários, protege-a em troca de companhia nas horas vagas. Episódios inesperados obrigam-no a puxar dos galões, arrastar velhas amizades e partir em busca de respostas. Atrevido, teimoso e prudente q. b., é daqueles sujeitos que ninguém deve ter como inimigo.”

Assim se resume, em poucas palavras, o mais recente livro de Fernando Silva, acabado de editar e que se vem juntar às obras “27, Senha Azul”, de 2009, “O Segredo de Martinica”, de 2012, e “Zé Manel Piloto”, de 2018.

Trata-se de uma obra de ficção, passada num tempo em que não havia telemóveis e as pessoas tinham o hábito de se juntarem nos cafés. A trama desenrola-se na Marinha Grande dos anos 80 do século passado, ou melhor, em “Vila Guilherme”, em torno de um homem “castiço” e multifacetado, Carlos Moreno, que revela alguns traços de “Cunca”, um amigo do autor que, tal como o protagonista, também tinha um café.

Fernando Silva levantou, em entrevista ao JMG, a ponta do véu sobre o enredo, adiantando que Carlos Moreno se irá envolver com uma mulher… além da sua. Os kispos, os óculos ‘Ray-Ban’, os walkman e os livros para adultos, que começavam a circular, são alguns dos artigos característicos da época que o autor chama à liça, sem esquecer o rebuliço dos cafés dessa altura, que funcionavam, muitos, como “autênticas centrais de notícias”.

A leitura desta obra, segundo o autor, poderá trazer “uma doce nostalgia” a quem viveu na Marinha Grande dos anos 80, e, por outro lado, a quem não viveu e/ou nasceu depois, “uma saudade de uma época que não viveram”, realçando os valores da amizade. “Se as pessoas queriam falar iam ao café, juntavam-se. E agora mandamos mensagens quando estamos a 5 metros de distância…”. E acrescenta: “A amizade não tinha apenas valor, tinha essencialmente força que vencia barreiras e esbatia diferenças”, conclui Fernando Silva.

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