Mário Dias Garcia, cenógrafo e figurinista de profissão, falou ao JMG sobre a sua paixão pelo mundo do teatro que o fez deixar, há vários anos atrás, a “monotonia” da contabilidade, sem arrependimentos.

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Com que idade e de que forma se começou a interessar pela área de produção de moda e figurinos?

Cresci a ver o trabalho da minha mãe, na confeção de moda; um ambiente que me envolveu e motivou. Mas a minha área é de figurinos para teatro. Comecei por ser um espetador atento de teatro. Quando conheci o Norberto Barroca ele fez-me apaixonar pelo outro lado do teatro. O encanto que me deu trabalhar nos bastidores fez-me perder o encanto de ser um simples espetador viajando pela imaginação, passando a fazer parte do espetáculo. Deixei então o mundo “enfadonho” da contabilidade de empresas em que trabalhava. Também por influência do Norberto a minha mãe entrou no teatro como Mestra de confeção de figurinos para teatro, até se reformar.

Teve dificuldade em impor-se numa profissão em que as mulheres estavam em maior número?

Quando comecei no teatro, a profissão de figurinista e de cenógrafo era mais de homens. Tive a sorte de ter trabalhado com alguns grandes artistas dessa área. Para além do Norberto, fui assistente de José Costa Reis, Jasmim de Matos, Juan Soutullo e do mestre escultor José Rodrigues, antes de me iniciar como criador. Mas nunca me pretendi impor a ninguém e a nada, porque sempre me quis manter numa posição de mais anonimato. Mas trabalhei em teatro, televisão e cinema e, como cenógrafo, fui nomeado para o Prémio Garrett, em 1990, num trabalho que fiz para a peça “Henrique IV” de Pirandello, com o encenador brasileiro Ulisses Cruz.

Leia a entrevista completa na edição em papel do JMG.

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