O novo coronavírus está aí e há pelo menos seis casos reportados no concelho: quatro na Praia da Vieira e dois na Marinha Grande. Há ainda um caso numa empresa da Garcia e um outro de um estudante marinhense de Erasmus em Madrid


A COVID-19 mudou as vidas dos marinhenses, vieirenses, moitenses e da população portuguesa em geral. Das famílias e também das empresas, que nunca viram o futuro tão incerto. Vêm por aí dias muito difíceis e, ao que parece, o pior estará para vir a fazer fé nas notícias das autoridades de saúde que dão conta que o pico do novo coronavírus será apenas em meados de abril, talvez um pouco antes.

 

O medo e a incerteza são duas palavras que pairam por estes dias nas cabeças dos marinhenses, que têm dado o exemplo na generalidade ao protegerem-se em casa desta ameaça, que é séria. Sublinhe-se alguns casos de irresponsabilidade que o bom tempo aos domingos normalmente suscita, não só aqui como em outras zonas do país.

 

Dia após dia, esta pandemia tem vindo a assumir cenários devastadores. Os números são o que são, frios, e mostram que a doença cresce a cada minuto. É certo que menos que em Espanha e Itália, mas cresce e isso é assustador. Há novos casos diariamente, muitos suspeitos e alguns curados. E o número de mortos já ultrapassou a fasquia dos quarenta.

 

Existem também números contraditórios entre as autoridades de saúde e a realidade no terreno. Por exemplo, no concelho da Marinha Grande a DGS não tinha confirmado qualquer caso até ao fecho desta edição (quarta feira, 25 de março), mas a proteção civil, bombeiros e responsáveis políticos tinham a confirmação de seis casos. Destes, quatro na Praia da Vieira. Trata-se de uma família, casal e dois filhos, que regressou de França há poucos dias. Os primeiros sintomas foram identificados primeiramente na senhora e depois de realizados testes nos restantes membros. Não houve necessidade de internamento tendo ficado em casa sob vigilância.

Na Marinha Grande as nossas fontes garantem que foi detetado um caso numa empresa com sede na Garcia. Trata-se de um engenheiro que teria regressado de uma viagem recentemente e isso gerou alguns receios sobre a possibilidade de infetar alguns colegas de trabalho. Porém, os contactos desta pessoa terão sido restritos. Ainda assim, foram tomadas medidas de proteção apertadas.

Há ainda a reportar mais dois casos, um casal com residência na Marinha Grande. O homem regressou de Espanha há alguns dias, teve alguns sintomas, designadamente febre, e dirigiu-se ao centro de saúde. Daí foi encaminhado para o Hospital de Leiria vindo a ter alta na terça feira, 24 de março. A companheira foi igualmente infetada mas a sintomatologia não foi tão expressiva.

Evidentemente que este tipo de situação provoca algum pânico, sobretudo nas pessoas que contactam com os portadores do vírus. O JMG sabe que as autoridades de saúde agiram de imediato ao identificar as pessoas que tiveram contactos, foram feitos testes e noutros casos foi determinada quarentena sob a condição de informarem as autoridades de saúde em caso de surgimento de sintomas, designadamente febre e tosse.

Foi ainda identificado um caso de um jovem marinhense estudante de ERASMUS, em Espanha. Neste caso as notícias são contraditórias uma vez que apontavam para que a área de residência seria o Alentejo e mais recentemente determinava o município de Penela.    

Apesar destas informações, certo é que até este momento a Direção Geral de Saúde não confirmou a existência de qualquer caso no município da Marinha Grande. Veremos se nos próximos dias a situação se clarifica, sendo certo que bem seria que o nosso concelho não apresentasse qualquer caso.

A redação do JMG está atenta ao evoluir da situação e informará os seus leitores assim que se justificar, sem alarmismos. Para já, a melhor solução é mesmo ficar em casa.

25/03/2020

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