11 de junho. Será neste dia que Rita e Filipe vão conseguir dar o nó, depois de terem adiado a data do seu casamento por duas vezes por culpa do novo coronavírus. Ao JMG, o casal falou sobre os constrangimentos que a pandemia lhes trouxe mas que não os inibiu de continuar a sonhar com o ‘grande’ dia


Rita Ribeiro e Filipe Serrazina conheceram-se há alguns anos através de amigos comuns e namoram há quatro anos. Em janeiro último, e depois de ter estado durante três meses fora do país, em trabalho, Filipe resolveu pedir Rita em casamento. E ela aceitou.

“Decidimos que queríamos arriscar e ir à procura de uma vida melhor lá fora juntos, mas antes disso por que não celebrar a nossa união com os nossos familiares e amigos? A melhor forma de o descrever é com a seguinte expressão inglesa: «go out with a bang»”, explicou Rita ao JMG. Que é como quem diz: “sair com estrondo”, isto é, em grande.

O casal decidiu que queria dar o nó antes do verão e, em dois meses, conseguiram organizar toda a boda, incluindo a escolha da data: 28 de março de 2020. “Em dois meses organizámos o casamento e tratámos de tudo, e a data (todas as três) dependeu da disponibilidade da Quinta”.

No entanto, a pandemia causada pelo novo coronavírus haveria de estragar os planos ao jovem casal…

“Decidimos adiar quando nos ligaram da Quinta, logo no início desta pandemia, a informar que não podiam realizar o nosso casamento nesta altura. Isto aconteceu quando colocaram as primeiras restrições nos eventos: não podia haver ajuntamentos de pessoas e os espaços apenas podiam ter parte da sua lotação”, conta Rita Ribeiro.

“Admito que fiquei um pouco revoltada com o facto de não poder realizar um casamento de 70 pessoas e poder ir trabalhar para um local com mais de 100…”.

Entretanto, o casal, tendo em conta a disponibilidade da Quinta que contrataram para a realização da festa, adiou o casamento para dia 1 de maio, embora com a clara noção de que “esta data estava sujeita a alterações conforme as medidas impostas pelo Estado”.

Assim, “a Quinta voltou a contactar-nos para informar que não podia fazer eventos nos meses de abril e maio e remarcámos para dia 11 de junho. Esperemos que à terceira seja de vez!”.

E que aborrecimentos trouxe toda esta situação?, quisemos saber. Rita e Filipe explicaram que “para além de termos que contactar todos os nossos convidados duas vezes para informar da nova data e de termos que adiar a nossa viagem, o nosso maior constrangimento foi colocar a nossa vida «em espera», visto que tínhamos intenções de emigrar após o casamento e começar uma vida nova juntos”.

E acrescentam: “felizmente não tivemos problemas com os compromissos já assumidos. Sendo a maior parte dos negócios pequenos e familiares (florista, fotógrafo, cabeleireiro, etc.) foram todos bastante compreensivos e irão estar disponíveis quando o casamento finalmente se realizar”.

“Felizmente também conseguimos manter os nossos atuais trabalhos mais uns meses e adiar a saída do país”, referem ainda os noivos.

Casar para celebrar a vinda de um filho

Já Ana Rita Lourenço e Aires Manuel Gregório tinham decidido casar no passado sábado, dia 25 de abril. No final de março, e tendo em conta as proporções que o coronavírus assumiu, ao tornar-se numa pandemia, e as restrições impostas para o combater, o casal decidiu que era melhor adiar a boda e escolheu um novo dia no calendário: 6 de junho de 2020.

Ao nosso jornal, Ana Rita confessa que esta situação lhes trouxe alguns constrangimentos do ponto de vista sentimental, uma vez que “tínhamos escolhido o dia 25 de abril por ser uma data especial para nós”, realçando que, ainda assim, “pela forma como o casamento estava e está a ser preparado por nós, não perdemos nenhum dinheiro com estas restrições”.

Ana Rita, com quatro filhos a cargo, dois meninos e duas meninas, decidiu vir viver para casa dos pais, na Marinha Grande, após o primeiro marido lhe “ter morrido nos braços, de repente”. Refeita a vida, dentro dos possíveis, e já a trabalhar na Escola Básica João Beare, haveria de reencontrar o amor ao lado de Aires Manuel, cujo sobrinho frequentava aquela escola.

Aires é solteiro e as famílias já se conheciam e desde sempre conviveram, uma vez que Ana Rita tem um tio casado com uma tia do agora noivo.

“Fomo-nos encontrando”, conta Ana Rita, acrescentando que “aos poucos começámos a conversar até que o apresentei aos meus filhos”. “Desde o primeiro minuto que todos o chamaram de pai, e ainda hoje é dessa forma que o tratam”.

O casal resolveu ‘juntar os trapinhos’ em agosto de 2018 e “como um dos sonhos do Aires era ser pai, então engravidei e tivemos o nosso filho em comum”.

No entanto, e “como a gravidez não foi muito fácil, combinámos entre nós que se tudo corresse bem casaríamos pela Igreja e batizaríamos o nosso menino no mesmo dia”.

O coronavírus obrigou o casal a alterar a data de 25 de abril para 6 de junho, dia em que um dos filhos de Ana Rita comemora mais um aniversário. “Mesmo que não consigamos fazer a festa como desejamos, fazemos uma coisa mais simples”, explica Ana Rita.

Afinal, o que conta é o sentimento.

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