A NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, assinalou o seu 35.º aniversário ao fim da tarde da passada quinta feira, 25 de junho, numa cerimónia que juntou autarcas, empresários, representantes da cultura, jornalistas da região e António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP)

“Chama-se união e as curvas simbolizam as linhas da vida. O quadro em tons esverdeados e com silhuetas humanas simboliza Leiria e os seus empresários. Levou um mês a ser pintado”, disse o artista Bruno Gaspar ao JMG, no fim da cerimónia de apresentação do seu quadro, alusivo ao aniversário da NERLEI, e que ficou pendurado no hall de entrada das instalações da Associação.

Já antes, na sala com as cadeiras distanciadas segundo as normas devido à pandemia da COVID-19, e de máscara na cara, entre os cerca de meia centena de convidados a assistir às intervenções, esteve o empresário da Marinha Grande e ex-presidente daquela associação, Jorge Santos, e também Joaquim Menezes, na cerimónia que teve como principal orador António Saraiva, da CIP.

“Estamos entre amigos, amigos que unem a NERLEI. Não tenho papel, falo do fundo do coração. São 35 anos”, referiu o atual presidente da Direção da NERLEI, António Poças, na abertura dos discursos. “Estamos aqui porque alguém há 35 anos a fundou, e outro alguém a sonhou manter. Porque existimos? Porque existem empresas em Leiria. É um grande projeto em que sentimos esta dinâmica de as pessoas estarem a trabalhar com afinco”, sublinhou António Poças.

“Agradeço o exemplo de confiança, calma e tranquilidade,” disse por seu lado António Saraiva, referindo-se à Associação Empresarial de Leiria. Na maior intervenção da tarde, o dirigente da CIP lembrou ainda que “é importante comemorar os 35 anos, aprender com o passado e preparar o futuro”.

“A crise veio trazer-nos um mundo novo”

“A Confederação Empresarial tem de encontrar uma proposta de valor. O mundo mudou a partir de março. A crise veio trazer-nos um mundo novo”, avisou António Saraiva, referindo-se ao contexto nacional. “Temos que estar alinhados. Temos todos que fazer parte da solução. A UGT, União Geral dos Trabalhadores, tem sido um parceiro compreensivo. A CGTP, Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, não pode em tempo de crise continuar a exigir o aumento do salário mínimo e regalias sociais, como se o mundo não tivesse dado uma volta de 180 graus. Temos que preparar o país, o mundo mudou e nós temos que mudar. As exportações estão a cair, e não vamos recuperar tão depressa. O mundo está pandémico e as empresas vão precisar de ajuda. O lay-off devia ser prolongado até ao final do ano. Capitalizar as empresas é necessário e podemos ter uma bomba relógio”, alertou o presidente da CIP.

Pandemia coloca democracias em causa

“Vamos receber 15 mil milhões de euros de subvenções”. As alterações climáticas, a transição para a sociedade digital, a demografia e o combate às desigualdades sociais que não são controladas, e com mentiras, são aspetos para os quais as democracias não estão preparadas, considerou o presidente da CIP. “Está aqui a mão da morte das democracias”, referiu António Saraiva. Ainda sobre a crise, o dirigente disse que “resistir é hoje a palavra de ordem”, e que “ser empresário é ser ousado”.

Cerimónia junta notáveis da região

Na NERLEI, associação considerada por António Saraiva “uma das associações exemplo nível nacional”, além do atual presidente, António Poças, e dos empresários marinhenses Jorge Santos e Joaquim Menezes, participaram também na sessão comemorativa, o Coordenador do Grupo Executivo Rede Cultura 27, no âmbito da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura em 2027, Paulo Lameiro.


Da autarquia leiriense esteve presente o atual presidente, Gonçalo Lopes, e a ex-autarca Isabel Damasceno. A representar o Instituto Politécnico de Leiria esteve o seu diretor, Rui Pedrosa. Realce ainda para a presença de Nuno Mangas, presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, Agência para a Competitividade e Inovação.


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