A terra “tremeu” às 10h13 da última sexta feira, 13 de outubro, na Escola Secundária José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria. Ao toque da sirene, alunos, professores e restante comunidade educativa abrigou-se debaixo das mesas, dirigindo-se depois para o ponto de encontro, no exterior das instalações. No final, registaram-se dois “feridos” ligeiros.

A Secundária da Vieira foi o local escolhido pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria para testar os meios numa eventual situação de sismo. Baixar, proteger e aguardar eram os gestos recomendados, por esta ordem, e que segundo as autoridades podem ajudar a salvar vidas.
No exercício, registou-se um “ferido” ligeiro, um aluno que caiu enquanto se deslocava para o ponto de encontro, e um outro, uma aluna, que ficou “encurralada” no primeiro andar do edifício, dentro de uma sala de aula.

Houve ainda uma funcionária da cantina que se sentiu mal, mas aqui a situação foi verídica, é que nem todos sabiam do exercício… No entanto, a funcionária depressa se recompôs.

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Pequenos heróis
Diana Regueira, 14 anos, pertence à equipa de primeira intervenção há seis anos. Ao JMG confessou que se trata de “uma paixão” e que gosta de ajudar os outros. Pertence à Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros da Vieira, tal como o colega João Dias. Partilham o espírito de ajuda ao próximo e consideram uma mais valia terem conhecimentos que lhes permita atuar perante uma situação de urgência e até á chegada dos bombeiros. Estudante do 12º ano, Ruben Coelho, 19 anos, já pertence à Corporação de Bombeiros da Vieira e ainda há poucas semanas ficou ferido na sequência de um fogo florestal. Mas esse episódio não o fez desistir desta missão, pelo contrário. À equipa de intervenção da escola pertence ainda, entre outros alunos, Gonçalo Costa, de 12 anos, orgulhoso por já saber prestar os primeiros socorros.

Participaram no simulacro a Proteção Civil, Bombeiros Voluntários da Vieira, Exército, Polícia Marítima, ICNF, e Forças Armadas. No final teve lugar uma palestra de sensibilização, durante a qual foi testada uma plataforma de simulação de um sismo e que colocou literalmente a tremer alguns dos responsáveis presentes, entre os quais a diretora do Agrupamento.