Embora a contragosto, porque entendo que estas matérias dizem pouco, não dizem mesmo nada, às pessoas, vou voltar ao tema da suposta crise na câmara municipal. A matéria, a fazer fé nos jornais, resume-se em poucas linhas. Com efeito, no mandato transato, os vereadores do PCP colocaram em causa a honestidade e a seriedade do Presidente da Câmara, Álvaro Pereira e dos Vereadores Paulo Vicente e Cidália Ferreira, tendo ido apresentar no tribunal uma queixa contra eles a propósito da adjudicação das obras na Resinagem.

Na época, para além do estrondo que uma notícia destas acarreta no bom nome e reputação dos visados, a mesma foi acompanhada até de conferência de imprensa para tornar a denúncia profusamente conhecida e audível. Mandam as regras da decência que, quando fazemos uma denúncia destas, devemos estar bem cientes do que ela acarreta para os visados e que se a mesma for infundada ou improcedente (pelo menos) o grau de reparação e informação tem que ser diretamente proporcional àquela que lhe deu origem. Ora, justamente, quando o Ministério Público decidiu arquivar a queixa por falta de fundamento, ninguém de boa-fé, muito menos os seus autores, agora contraditados, se pode indignar com o facto dos visados quererem informar disso a população. Portanto, o Presidente da Câmara, agiu bem e até, diga-se, com alguma sobriedade, ao declarar para a ata da câmara municipal aquilo que foi o resultado da investigação do Ministério Público e que, sejamos sérios, resultou em favor da sua atuação e não da denúncia que lhe deu origem.

Dito isto, pergunta-se, há razões objetivas, decorrentes deste facto, para prejudicar o trabalho do executivo municipal em prol dos interesses e do desenvolvimento do concelho? No meu entender, acho que não!

Os vereadores são eleitos para melhorar a vida dos seus concidadãos, já se sabe que não pensam todos da mesma forma, nem têm que ser todos amigos, o que se sobrepõe a qualquer interesse individual ou de grupo, é sempre o interesse geral da comunidade e quem a ele se opuser contará, tenho a certeza, com a crítica e a censura de todos.

O Presidente da Câmara, como tem vindo a demonstrar, será sempre o primeiro a velar para que a unidade e a coesão funcionem, foi a ele que os marinhenses concederam a responsabilidade primeira para a concretização desse nobre desígnio. Ele está bem ciente da sua responsabilidade e é o garante, até ao último dia do seu mandato, da estabilidade. Cada um é livre de pensar de forma diferente e que assuma, pois, se for caso disso, a responsabilidade dos seus próprios atos. Com este Presidente da Câmara e com os eleitos do PS a população do concelho fica já a saber com o que conta. Estabilidade, estabilidade e estabilidade. Responsabilidade, responsabilidade e responsabilidade!

Já dizia o Padre António Vieira mais importante que a reputação é a consciência.

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