1. No passado sábado um Teatro Stephens renovado, mas mantendo as suas bonitas características tradicionais, passou em revista quase 300 anos da história deste concelho pelo retrato e perspectiva de Norberto Barroca e pela interpretação fantástica de cidadãos locais que compõem, na maior parte, os nossos grupos de teatro. São quase 3 horas de representação cénica por parte de atores amadores que, por amor à arte e à sua terra, e com sacrifício das suas vidas profissionais, nos quiseram dar este presente. Parabéns a todos eles pelo esforço e pelo gesto de grande generosidade que nos concederam.

2. A Marinha Grande funda muito das suas raízes no movimento e na luta operária, o que reforça a componente coletiva e solidária do seu desenvolvimento social, por via disso, tende, muitas vezes, a dar menos importância ao valor individual, ao mérito, ao esforço singular que é em todas as sociedades tão ou mais importante que aquela. Aplicando bem a expressão de Fernando Pessoa que ver é sempre a melhor metáfora de conhecer, lembrei-me disto quando vi Maria do Rosário Font, a caminho de um jovial século de vida, interpretar Mozart, ao piano, com a destreza e a classe que só os melhores conseguem. Temos agora uma oportunidade de ouro de a conhecer melhor, de ouvir a sua história, as suas histórias, a sua vida longamente vivida e tudo aquilo que nos pode ensinar e tudo aquilo que com ela possamos aprender. A abertura do Teatro Stephens é também isto, conhecermo-nos!

3. No próximo sábado, a Junta de Freguesia da Vieira vai inaugurar a casa velório, um equipamento digno, ao serviço das famílias enlutadas, quem o puder ver pronto agora vai constatar que a polémica que gerou foi mesquinha e sem dimensão para uma terra vanguardista como é e sempre foi Vieira de Leiria. Parabéns ao Joaquim Vidal e à equipa da Junta pelo esforço e pela persistência.

4. Os partidos políticos também têm uma dimensão social, não produzem só ideias e propostas políticas, por isso é de saudar a iniciativa da JS da Marinha Grande que no próximo sábado tem aberta a porta da sede, na rua 25 de Abril, para distribuir o “bolinho”, uma tradição sobre a dádiva que fica muito bem aos nossos jovens socialistas.
5. A solidão portuguesa/tanto andou a navegar/que abarcou toda a tristeza/que há na solidão do mar, nestas palavras de José Loureiro Botas revi quatro amigos naufragados, na semana passada, na Praia da Vieira, que com uma coragem e um estoicismo inquebrantáveis esperaram por socorro. Acabou tudo em bem, felizmente!