1. A violência contra as mulheres tem vindo a atingir um conjunto de homicídios conjugais que são uma brutalidade inimaginável num país civilizado e, estou em crer, mesmo até ao nível dos países menos desenvolvidos em qualquer parte do globo. Não menos grave, não obstante – e felizmente- nem compaginável com este retrato, está a violência contra as crianças, muito silenciosa, porque menos visível na estrutura comunitária e menos desperta à compreensão social, não deixa, por isso, de ser um flagelo humano que exige a nossa atenção e sensibilização.

Provavelmente pouca gente na Marinha Grande sabe que existe cá, já há alguns anos, um centro de acolhimento para crianças abandonadas e/ou maltratadas no seio familiar. E, com efeito, não se pense que são poucas, com uma capacidade para receber cerca de uma dúzia de crianças, este centro está permanentemente lotado e, não raras vezes, tem um número de bebés e crianças que ultrapassa a sua capacidade. Esta instituição chama-se “ O Girassol”, funciona nas antigas instalações da PSP e se os cidadãos desta terra quiserem proceder com humanidade e sentido de entreajuda para com estas crianças, contactem com as técnicas Catarina Mourato e Marina Domingues que são as pessoas mais diretamente responsáveis pela instituição e que podem recolher e receber os apoios que, embora garantidos no essencial pelo Estado, são sempre bem-vindos. O sentido do Natal não está em dar presentes, mas na esperança de que, presenteando alguém, sejamos capazes de os fazermos mais felizes.

2. Alfredo Poeiras um dos mestres vidreiros, felizmente, ainda em atividade abriu um atelier de fabrico de vidro ao vivo no centro da cidade mesmo junto ao Museu, uma excelente iniciativa que só pode estar votada ao sucesso. Assim espero e a Marinha Grande muito tem a beneficiar com isso. Parabéns!

3. O Vereador do Mais Concelho, Carlos Logrado, anunciou que em vez de criticar só por criticar, iria passar a colaborar com a câmara municipal, ajudando a resolver os problemas. É uma atitude que se saúda e é uma postura que contrasta totalmente com a de outros que apenas querem protagonismo pessoal e pouca disponibilidade têm para contribuir para a solução dos problemas. Já dizia Abraham Lincoln, só tem direito de criticar aquele que tem vontade de ajudar, o que não é manifestamente o caso.