Opinião

Praça Stephens

 

 

 

 

 

Charles Dickens, escritor inglês do tempo da revolução industrial e da ascensão do capitalismo, marcou o imaginário de todos nós com o seu famoso Conto de Natal, onde relata a história do velho avarento Scroorge, solitário e implacável com os mais pobres e humildes da sociedade. As imagens do frio e da neve, da escassez e miséria, da bondade e da avareza foram imortalizadas para o cinema e, nos tempos que correm, são de uma brutal atualidade. Como dizia Mircea Eliade o filósofo que estudou a mitologia e a religião há, nas nossas vidas, uma realidade que se repete, época após época, a que ele chamou o Eterno Retorno. Com esta previsão tão fatalista, não vale, pois, a pena estarmos sempre a falar das mesmas coisas que, justamente, se repete de tempos em tempos, estamos, portanto, em condições de dizer daqui a um ano o que provavelmente omitiremos agora.

1. Gabriel Roldão é um ilustre marinhense que depois de uma vida empresarial de sucesso se tem vindo a dedicar às causas da história local e da defesa do património. Na semana passada saúda-se o seu alerta sobre a degradação da mata do Tremelgo, um ex-libris florestal que as autoridades nacionais têm deixado degradar mas os cidadãos estão alerta. Sei que o Presidente da Câmara, e bem, tem já reuniões agendadas com as autoridades para que resolvam os problemas mais prementes e cooperar com eles. A insensibilidade das autoridades para alguns destes problemas não se resolve com ultimatos ou ordem de prisão a quem quer fazer algo (como aconteceu recentemente), mas com iniciativas concretas e vontade política. Ainda esta semana conto preparar um projecto de resolução na Assembleia da Republica com vista a lembrar a necessidade de se darem passos mais concretos no desenvolvimento do Museu da Floresta, agora que há fundos comunitários novos e que os programas operacionais da agricultura e florestas nem sempre esgotam as verbas que lhes estão destinadas.

1. A violência contra as mulheres tem vindo a atingir um conjunto de homicídios conjugais que são uma brutalidade inimaginável num país civilizado e, estou em crer, mesmo até ao nível dos países menos desenvolvidos em qualquer parte do globo. Não menos grave, não obstante – e felizmente- nem compaginável com este retrato, está a violência contra as crianças, muito silenciosa, porque menos visível na estrutura comunitária e menos desperta à compreensão social, não deixa, por isso, de ser um flagelo humano que exige a nossa atenção e sensibilização.

O Autor
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João Paulo Pedrosa
Deputado pelo PS

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