Para Almeida Lopes, “mais uma vez estamos perante uma decisão que, para além de minimizar os bombeiros relativamente a outros agentes, vem também perturbar o normal funcionamento dos corpos de bombeiros”.

O presidente da Direção da Federação considera que “se foi muito negativo, logo na primeira hora não terem sido considerados os Bombeiros no primeiro grupo a vacinar, a par do INEM e outros Agentes de 1.ª linha, só por si esse facto já ser demonstrativo da falta de respeito pelo trabalho desenvolvido pelos Bombeiros Portugueses, e após os Bombeiros terem vindo a público dar nota dessa mesma insatisfação, é no mínimo caricato e pouco inteligente, que as Entidades com poder de decisão em matéria de vacinação, bem como aqueles que devido às suas funções dizem, uns tutelar a ação dos Bombeiros, e outros representá-los, com esta decisão de vacinar apenas 50% do quadro ativo, mais não fazem que comprovar aos Bombeiros de Portugal, a ideia que estes têm de tão tristes personagens”.

O dirigente apela, por isso, aos comandantes dos Corpos de Bombeiros que manifestem junto das entidades competentes “a sua indignação”, acrescentando que “perante tais afrontas e provocações poderão os Bombeiros Portugueses tomar atitudes na defesa da sua integridade física e do seu agregado familiar, que poderão ter repercussões muito graves, junto da população em geral, mas as consequências que delas derivarem deverão ser apenas imputadas aos responsáveis por esta falta de respeito pelos Bombeiros Portugueses”.

“Enquanto é tempo, altere-se esta decisão e avance-se para a vacinação de todos os Bombeiros, do Ativo, que diariamente fazem socorro efetivo à população Portuguesa” defende Almeida Lopes, acrescentando que os bombeiros “não podem socorrer a população através do teletrabalho, nem sentados nos gabinetes governamentais, nem nos cadeirões da Assembleia da República. De uma vez por todas, tomem juízo e demonstrem o respeito devido aos Bombeiros de Portugal”.

De referir que esta tomada de posição surge na sequência de uma nota informativa redigida pelo diretor nacional de Bombeiros, na qual se refere que, “nesta fase de vacinação, e tendo em conta o número limitado de vacinas, será necessário estabelecer critérios e prioridades”, adiantando que “o preenchimento por cada uma das prioridades acontecerá até ser totalizado o número de vacinas disponibilizadas correspondente a cerca de 50% dos bombeiros dos quadros ativo e de comando”.

Segundo o documento, “os critérios de prioridade para a vacinação, determinados pela ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil], após coordenação com a 'task force' do Programa de Vacinação contra a covid-19 e com a Liga dos Bombeiros Portugueses" são, em primeiro lugar, os bombeiros afetos ao serviço de emergência pré-hospitalar, seguindo-se os que estão afetos ao serviço de transporte de doentes e depois os bombeiros assalariados, onde se incluem os elementos das equipas de intervenção permanente e dos grupos de intervenção permanente.

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