A Assembleia Municipal da Marinha Grande reuniu em sessão extraordinária na noite da passada quarta feira, dia 20 de maio, no auditório do Edifício da Resinagem. A 7.ª modificação aos documentos previsionais de 2020 – 1.ª revisão, para inserção do saldo de gerência de 11,6 milhões de euros foi aprovada por maioria com 9 votos a favor (PS e +Concelho) e 14 abstenções (CDU, MpM, PSD e Maria João Gomes). O BE não esteve representado

Na discussão deste ponto, Maria João Gomes, ex-deputada do +Concelho, criticou “a permanente vitimização” que considera que o executivo tem vindo a fazer para justificar a sua “inação”, bem como a inexistência de “projetos concretos” para a piscina e o mercado municipais que, segundo defende, deveria ser a presidente a apresentar, salientando que “a procura de consensos é saudável mas tem limites”. Entre outras considerações, a deputada independente reconheceu as melhorias verificadas no Centro de Saúde para as quais, disse, também contribuiu a ação da Comissão de Utentes.

Saúl Fragata, do PCP, considerou que a revisão ao orçamento revela que é “confrangedora a ausência de um projeto de desenvolvimento estratégico para o concelho”, dando como exemplo o crescimento de 3 milhões de euros no orçamento aprovado em dezembro e 2019 no capítulo da despesa corrente. Realçou, no entanto, o montante de cerca de 2 milhões para gastar em saneamento e água, que “embora insuficiente comprova a justeza da intervenção da CDU ao longo do tempo na defesa destas áreas”.

Pelo +Concelho, o deputado Luiz Branco considerou que “estamos a passar ao lado de uma grande oportunidade de modernizar o concelho da Marinha Grande”, ao referir a capacidade financeira e de endividamento do Município e criticando a “ausência de obras estruturantes” em perto de três anos de mandato.

Margarida Balseiro Lopes, do PSD, criticou que poucos meses após a aprovação do orçamento “se esteja a falar em despesas que já deveriam estar contempladas anteriormente”, realçando a “falta de um fio condutor” entre as várias despesas elencadas, e considerando que “falta estratégia e visão”, bem como “um plano integrado para o concelho”. A deputada saudou, por outro lado, obras como a adutora e o saneamento. No entanto, e por ter “dúvidas” quanto à capacidade de execução disse que se ia abster na votação.

Para Carlos Wilson, do MpM, esta é a “oportunidade de investir nas grandes necessidades estruturais do concelho”, sobretudo quando vê concelhos limítrofes já com essas necessidades básicas supridas. O alargamento da Zona Industrial, a criação de um Parque TIR, a piscina e o mercado municipais, o terminal rodoviário e os centros escolares foram algumas das obras que o MpM reclama que deveriam estar “calculadas” neste orçamento.


Para Carlos Wilson, a introdução dos 11,6 milhões de euros de saldo de gerência resulta em “ações colocadas de forma avulsa sem estratégia concertada”, e “até de certo modo desprezando o que é o ADN da nossa economia e do empreendedorismo da Marinha Grande”, concluindo que “não se vislumbra uma estratégia para a melhoria das condições de vida da população”. No entanto, realçou a existência de algumas obras que correspondem a anseios da população, como a nova adutora e o saneamento.

Francisco Soares, do PS, destacou os “aspetos positivos” da revisão orçamental, nomeadamente os investimentos em saneamento, rede de águas e as obras previstas nas Freguesias da Moita e de Vieira de Leiria, considerando que tem havido “uma estratégia de trabalho”.

Segundo explicou a presidente do Município, “há condições no imediato para lançar o projeto da piscina municipal”, bem como para avançar com a discussão quanto ao local onde será edificado o novo mercado. Cidália Ferreira garantiu que o executivo que lidera “está a trabalhar”, dando cumprimento ao orçamento, no montante de 29,9 milhões de euros, em vigor para este ano.

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