A Câmara Municipal da Marinha Grande quer utilizar uma parte do património da antiga Fábrica Escola Irmãos Stephens (FEIS) para colocar serviços da autarquia que estão a funcionar nos Estaleiros

 

Segundo explicou a presidente do Município na reunião de câmara da última segunda feira, dia 1 de março, pretende-se utilizar o espaço da FEIS que outrora funcionou como loja e área administrativa para transferir os recursos humanos que se encontram nos Estaleiros.

Em resposta à vereadora do PCP Alexandra Dengucho, que quis saber o que está a ser planeado para a FEIS que levou recentemente à contratação de arquiteto e projeto para aquele local, Cidália Ferreira disse que o objetivo passa por resolver um “problema grave” com que se deparam os serviços a funcionar nos Estaleiros e assim poder dar “condições mais dignas de trabalho” àqueles profissionais, afirmando que se mantém em curso o projeto para estudo da FEIS.

A autarca referiu que se pretende converter o espaço onde funcionou a loja da fábrica e onde havia escritórios, garantindo que a proposta será feita aos restantes vereadores e que “se os senhores vereadores não estiverem de acordo, naturalmente não o faremos”.

Perante esta resposta, a oposição criticou que o Município já tenha gasto cerca de 20 mil euros com a adjudicação dos serviços de um arquiteto para se fazer um projeto de requalificação de uma parte das instalações sem que tenha havido discussão prévia com os vereadores eleitos, considerando que “se está a fazer a casa pelo telhado”. A oposição não colocou em causa a necessidade de dar melhores condições de trabalho aos profissionais mas sim à requalificação do património da FEIS que consideram deve ser alvo de ampla discussão.

Pedras Negras deixará de ser considerada Praia Balnear

A próxima época balnear, que funcionará a partir de 10 de junho, poderá deixar de contar com as Pedras Negras. Segundo Cidália Ferreira, apesar de as águas serem consideradas como balneares pela Agência Portuguesa do Ambiente, a Praia das Pedras Negras deixou de ser concessionada, “por desistência do concessionário”, pelo que deixará de ser considerada praia de banhos pela APA. Cidália Ferreira referiu que este é um assunto que a preocupa dado que é uma praia muito frequentada e que terá de ser debatido visto que a autarquia assumiu para este ano a colocação de nadadores salvadores nas praias do concelho.

Aurélio Ferreira, do MpM, criticou que além de não se conseguir aumentar o número de praias do concelho não se consiga preservar as existentes, temendo os impactos do ponto de vista turístico. “A sra. presidente limitou-se a ver desmantelar o bar que lá estava e não tomou atitudes nem decisões para resolver em tempo o que era a solução para aquela concessão”, criticou.

Também Alexandra Dengucho, do PCP, lamentou a situação e quis saber o que fez a autarquia em concreto para evitar que se perca mais uma praia no concelho, considerando que poderia ter sido feita “muita coisa” e que agora “se vai correr atrás do prejuízo”. “Não tendo aparecido nenhum interessado poderia o município ter feito obras”, avançou.

A presidente explicou que só a partir de janeiro deste ano a Câmara passou a ter competências neste domínio, pelo que só agora está em condições de lançar um procedimento para abrir uma concessão, afirmando que “cá estaremos para o fazer”.

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