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As reuniões da Câmara, desde que passaram a ser públicas, continuam a ser muito participadas pelos munícipes.

Como sempre, os munícipes vão apresentar problemas ou situações que os preocupam, no sentido de obterem uma resposta da parte do executivo camarário, como foi o caso da última reunião, em que o Salão Nobre voltou a ter vida com a presença de muito público, com destaque para as floristas de venda ambulante

As reuniões de Câmara começam sempre com o presidente a conceder a palavra ao público, que tem de se inscrever previamente, o que sucedeu na última reunião, na passada quinta-feira, dia 16 de outubro.

Rua dos Pires em questão

Maria Leonor Santos, moradora na Rua dos Pires à Guarda Nova, traçou um quadro negro do estado em que se encontra a Rua dos Pires, com verdadeiros matagais na sua entrada, poços a céu aberto, ratos e ratazanas, animais mortos, não tem contentores para lixo, piso esburacado, muros em ruínas e outras coisas mais. Para a moradora, a rua está votada ao desprezo e exigiu à Câmara que se importe mais com a situação, tanto mais que paga impostos, como qualquer cidadão.

Paulo Vicente, em resposta, começou por dizer que não se trata de uma rua, mas de um beco, pois não tem saída. Confirmou que os problemas existem, pois deslocou-se lá. Vai lá voltar com os técnicos da Câmara, para verificarem a situação dos muros e, quanto à colocação de contentores para lixo, vê algumas dificuldades, porque o carro de recolha terá muita dificuldade em virar ao fundo.

Por seu turno, Álvaro Pereira vai pedir à Proteção Civil para lá se deslocar para sinalizar os problemas.

Lugares de venda ambulante: para quando?

Maria da Conceição Menezes, em nome das floristas que vendem no Mercado Municipal, perguntou em que ponto de situação se encontrava o Regulamento de Venda Ambulante, pois pretendem instalar-se junto ao cemitério de Casal Galego.

Paulo Vicente informou que o Regulamento para a Venda Ambulante está em fase de reestruturação e estão a decorrer negociações com a ACIMG. Neste momento não há locais fixos para venda ambulante. Está a fazer-se um levantamento dos locais de venda ambulante, para serem incluídos no Regulamento. Até lá, é proibido vender na rua e as autoridades policiais do Concelho estão alertadas para o problema.

Perguntas sem resposta

O munícipe Ernesto Silva, mais uma vez se dirigiu à Câmara para exigir respostas às suas questões levantadas, entre as quais o abrigo para os passageiros do TUMG, no Engenho, pois quando chove as crianças são prejudicadas. A Câmara informou que a TUMG vai colocar mais abrigos.

A palavra dos vereadores

António Santos, do PSD, referindo-se à presença dos munícipes na reunião da Câmara e aos problemas levantados vincou que eles só cá vêm “quando estão com a corda na garganta”, frisando que não deveria haver necessidade de o fazerem. Referiu-se aos espaços na Resinagem, ainda por ocupar; insistiu na necessidade de se publicar um roteiro de passeios pedestres e de BTT, dando sugestões; trouxe a pretensão dos comerciantes que desejam estacionar os seus carros perto dos seus estabelecimentos, nas zonas de parqueamento pago, com uma taxa de 25 euros mensais; sobre o evento Design Center disse gostar do que viu e que a iniciativa foi um forte contributo para colocar a Marinha Grande no centro do desenvolvimento, recomendando que se continue a fazer mais e melhor.


Dois pontos positivos

Maria João Gomes, do Movimento + Concelho, apontou como positiva a iniciativa dos comerciantes que trouxe ao centro tradicional da cidade muito público, e a abertura do Jardim Luís de Camões, recomendando que se faça mais policiamento ao local. A privatização da EGF continua a ser uma preocupação sua, temendo que a água também possa ser privatizada.

Prostituição no Parque

Aurélio Ferreira, do Movimento pela Marinha, lamentou o facto de o Regulamento de Venda Ambulante, que devia estar concluído em 2013, ainda o não estar e fez votos para que a sua conclusão seja breve, para o bem das floristas. Saudou atletas marinhenses, os patinadores de velocidade, e lamentou que os nadadores Filipa Ruivo e André Ruivo tenham que ir treinar para Leiria, por a Piscina Municipal não ter condições, questionando para quando uma piscina na Marinha Grande.
Atribuiu responsabilidades à Câmara pelo acidente ocorrido em S. Pedro de Moel, provocado pela falta de um varandim e lamentou o estado de degradação do Parque Mártires do Colonialismo, apontando diversas situações, vincando que o Salão de Chá, votado ao abandono, tornou-se antro de toxicodependência e prostituição.
Questionou também o Município se recebeu três abaixo assinados de vieirenses, moradores em três ruas da Vila.

Vítor Pereira satisfeito

O vereador Vítor Pereira mostrou-se satisfeito pela realização do Design Center e dos seus resultados, salientando o elevado número de jovens que compareceram e de como as empresas souberam aproveitar o seu potencial.

Casa de Chá vai a concurso

A Casa de Chá do Parque Mártires do Colonialismo vai ser novamente concessionada. E isto porque o concessionário que ganhou o concurso anterior veio a desistir da concessão. A Câmara Municipal vai marcar a data de nova hasta pública.

Bombeiros recebem subsídio

Na sua reunião de 16 de outubro, a Câmara aprovou por maioria a concessão de um subsídio de 52.500 euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, para as despesas com a construção das novas camaratas para os bombeiros.
Tanto António Santos, que tem defendido a construção do novo quartel, como Aurélio Ferreira, mostraram-se satisfeitos com a medida tomada pelo executivo.

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