Ilda Coelho, que concorre pelo Bloco de Esquerda à presidência da Câmara Municipal da Marinha Grande, afirmou em entrevista à RCM que o grande objetivo destas eleições é a implementação autárquica. A professora de música explica de que forma quer conquistar o eleitorado local.

O que a levou a aceitar o desafio de se candidatar num município onde o Bloco de Esquerda (BE) nunca elegeu um único vereador?
O desafio é enorme e o que me levou a aceitar foi o desejo de mudança e de ver o concelho crescer, transformar-se num polo de desenvolvimento social, cultural, científico, económico e turístico, facto que não tem acontecido. Assistimos a uma grande estagnação e é necessária uma grande mudança. É essa força transformadora que nos move e que nos impele a concorrer e a mostrar à população o nosso projeto político que pretendemos que seja o projeto aceite pela população e que venha a ser implementado no futuro, quer pela sua validade, quer pela sua criatividade e, sobretudo, pela sua necessidade.

Não sendo natural da Marinha Grande e ainda pouco conhecida da população, como pensa passar essa mensagem aos eleitores?
Em 2013 a situação política era muito diferente, não nos podemos esquecer que o BE é um partido recente comparado com os outros. Tem 19/20 anos, atingiu agora a maioridade e, tal como todos os jovens que atingem a maioridade, entra na idade plena do trabalho, da sua maturidade, da sua força, e julgo que estamos a entrar nessa fase, como podemos ver pelo acordo estabelecido na Assembleia da República a nível nacional. Creio que as pessoas já se habituaram a ver o Bloco como um partido que não é do contra, mas a favor da criação. Um partido que está para construir pontes, para construir soluções e que não está pela negativa, estamos pela positiva. Se sofremos um revés autárquico tinha a ver muito com a situação política do país na altura. As pessoas já perceberam que o Bloco é um partido de soluções e foi por isso que fui para o BE, porque quero fazer parte de uma solução que não faça parte do sistema, que não faça parte do chamado “arco do poder”, que não obedeça aos interesses instalados, mas que possa transformar a realidade em que vivemos numa coisa muito mais apetecível para o futuro, para os nossos filhos.

Leia a entrevista completa na edição em papel do JMG.

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