José Inácio Faria, eurodeputado do Partido da Terra, questionou esta semana a Comissão Europeia sobre três pontos a ter em conta na anunciada intenção de privatizar o Pinhal de Leiria após o incêndio de 15 de outubro de 2017.

Foram eles a conformidade com a Estratégia da União Europeia para as Florestas; o cumprimento do Programa de Desenvolvimento Rural de Portugal-Continente 2014-2020, criado para incentivar o governo português a aumentar a viabilidade da floresta; e os mecanismos que podem apoiar Portugal na conservação e proteção do Pinhal.

À passagem do primeiro aniversário dos incêndios, o deputado realça que “mais do que nunca, devemos alertar para os perigos de uma intervenção não planeada nem pensada da gestão das nossas florestas. Portugal é o país da União Europeia que detém a menor percentagem de área florestal pública. Privatizar será, mais ainda, remar contra a tipologia da gestão florestal europeia”.

Para José Inácio Faria, “precisamos é de contornar a crónica falta de investimento nas políticas de prevenção dos incêndios em Portugal, fazer renascer o corpo de guardas florestais que, na prevenção e fiscalização, poupariam milhões ao Estado português, e trabalhar na conceção e implementação de políticas efetivas de ordenamento de território”, considerando urgente saber em que foram empregues os dinheiros provenientes de Bruxelas.

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