O presidente do conselho de administração do Grupo Iberomoldes foi um dos oradores da conferência “Incentivar e Valorizar as Atividades Empresariais", que se realizou a 8 de julho, na NERLEI, em Leiria. Joaquim Menezes abordou a temática das sinergias empresariais e a importância estratégica da rede colaborativa da região


“Falar da indústria de moldes aqui na região enquadra bem o desafio que me deram de tratar as sinergias empresariais e as redes de colaboração”, afirmou o empresário no início da sua exposição. Menezes sublinhou que a indústria de moldes tem “um largo passado nesse domínio” e a pandemia “veio de novo trazer a oportunidade dos empresários voltarem às origens de certa forma para aquilo que foi a raiz do sucesso da indústria”, que se fez através da união que existiu entre os empresários do setor.

O líder da Iberomoldes reconheceu que já passou por diversas crises e a que mais compara à atual foi a que ocorreu no período de 1974 e 1982 “em que eu era um jovem cheio de força”. Esta foi uma época “muito difícil que eu espero não chegarmos a esse ponto uma vez que ocorreram falências umas atrás das outras”, em que “ajudámos no que foi possível e tenho muito orgulho nisso”, além de que “a história ensina-nos sempre alguma coisa de positivo”.

Relativamente ao atual cenário, “a situação não é muito positiva”, apesar de algumas situações assimétricas, que derivam de uma exposição de 70% ao setor automóvel. O problema é que no caso deste setor, “as empresas foram encerradas, fundamentalmente na Alemanha, mas não só, e nós, os fornecedores, tivemos que nos reinventar de certa forma”.

Joaquim Menezes não deixou passar em claro que o setor de moldes é “um barómetro do que aí vem”, ou seja, “quando o setor de moldes está em baixa toda a economia vai baixar”.

Apesar das dificuldades, “a pandemia pode trazer-nos algumas oportunidades”. Após uma fase em que a indústria se deslocalizou para a Ásia, nos últimos 40 anos, podemos hoje pensar que o processo inverso possa ocorrer, ainda que de forma gradual.

O empresário lembrou que, há dez anos, o setor de moldes gizou um plano estratégico de desenvolvimento para não depender exclusivamente do setor automóvel. E uma das ações foi apostar nos dispositivos médicos, na aeronáutica e na embalagem. E são precisamente os setores da saúde e de embalagem que abrem boas perspetivas de negócio. Para já há boas perspetivas de trabalhar com o Centro Hospitalar de Leiria, “já que somos da região e queremos aproveitar as sinergias da região, as competências e os saberes que aqui existem”.

Joaquim Menezes sublinhou que esta região tem “desenvolvimento de produto, a industrialização e o produto propriamente dito”. Mas há que pensar na forma de ultrapassar “a situação em que as empresas estão, sem reduzir a motivação dos nossos colaboradores”. E o caminho passa por olhar para dentro e apostar “na qualificação dos nossos colaboradores”. A ideia passa por transformar cenários de lay-off em “formação objetiva no sentido de eles se tornarem mais sabedores e mais competentes do que aquilo que já são”. Esta é uma oportunidade “que não deveríamos perder”, acrescentou o empresário, dirigindo-se ao Ministro Siza Vieira, que participou na conferência após visitar algumas empresas da região, entre as quais a Imoplastic, no Pero Neto.

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