Em entrevista ao JMG a propósito do primeiro ano de liderança do PS da Marinha Grande, Nélson Araújo mostra-se confiante de que o executivo liderado por Cidália Ferreira conseguirá resolver questões antigas, como o mercado e a piscina. O atual chefe de gabinete da presidente da Câmara não esqueceu a oposição, considerando «vantajoso» ter uma dessas forças a trabalhar com o executivo PS,

Preside à Concelhia do PS da Marinha Grande há pouco mais de um ano. Que balanço faz deste período?
Tem sido um desafio diário. A democracia assenta no princípio da diversidade mas nem sempre, nem todos, convivem bem com os resultados do exercício da democracia. Assumi que era candidato e seria Presidente da Concelhia para impedir que o Partido fosse instrumentalizado para quaisquer estratégias de «guerrilha» em nome de interesses ou ambições pessoais, ou de egos feridos. Mas também sempre fui claro ao afirmar que enquanto Presidente da Concelhia não deixaria que o Partido alguma vez deixasse de ter voz própria, tanto para dentro como para fora.

Que causas já teve oportunidade de defender fora das «fronteiras» do concelho neste último ano?
O mérito de um Partido, como o PS, não se mede pelas causas que defende fora das «fronteiras», porque sendo o PS na Marinha Grande o rosto local do Partido Socialista nacional as suas causas são nacionais. Estamos ao lado desta Direção Nacional e ao lado do Governo. É aí que nos situamos.
Não deixamos, no entanto, de dentro das estruturas do Partido defender as causas locais, como são a Floresta ou a Indústria.

Já conseguiu estabelecer «a ponte de diálogo aberto, franco e honesto» com os eleitos do PS na autarquia? De que forma?
Sempre tive um diálogo aberto, franco e honesto com todos os eleitos do PS na autarquia, seja na Câmara seja nas Juntas de Freguesia. Mas não fui eleito e, mesmo enquanto Chefe do Gabinete da Presidente, não tenho a pretensão de exercer um poder que não me foi dado. Procuro sim colocar-me ao dispor de todos os eleitos para ajudar a ultrapassar obstáculos, a resolver problemas. Ao mesmo tempo, e enquanto Presidente do Partido, nos espaços próprios, não deixo de defender o que entendo estar em consonância quer com o programa eleitoral do PS quer com as expetativas das populações.

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