Apesar do medo e da incerteza, os comerciantes locais não desarmam e mantêm-se de portas abertas, disponibilizando variedade, qualidade e um serviço de proximidade que, garantem, faz a diferença em tempo de pandemia

 

Tânia Santos, proprietária da Conforveste – loja de vestuário para bebé, criança e adulto, situada na Rua D. Dinis, junto ao Jardim Luís de Camões, assumiu ao JMG que teve receio na altura de fazer as compras para o Natal. “Temos de comprar as coleções com muita antecedência, é verdade, mas no início do ano com a pandemia, que nos obrigou a fechar durante várias semanas, tivemos que ser contidos nas compras”.


A empresária assume que embora tenha menos oferta, os clientes continuam a aparecer mas sem qualquer comparação com a época de Natal do ano passado. “Como comprámos menos os artigos esgotam mais depressa, mas trabalhamos com marcas nacionais que estão a repor produto, com algumas diferenças face ao original tendo em conta a escassez de tempo, mas com muita qualidade, o que nos permite manter a oferta nesta altura”.

Segundo Tânia Santos, este ano não foi necessário contratar mais uma pessoa como sucedia noutros anos, mas há picos de afluência. “Há alturas em que as pessoas vêm ao mesmo tempo e outros em que não temos ninguém, mas vamos trabalhando. O nosso receio é se alguma de nós ficar infetada ou houver uma suspeita, termos de fechar a porta, mas até lá vamos continuar a trabalhar”.

Também Cláudia Calado, que há mais de 20 anos tem uma porta aberta na Garcia, com artigos de papelaria, retrosaria e vestuário, admite ter colocado um ‘travão’ na compra de novos artigos. “No que respeita ao pronto a vestir, por exemplo, em que temos oferta para toda a família, de bebé a adulto, estamos a apostar em artigos mais confortáveis e nos pijamas, tendo em conta que as pessoas passam mais tempo por casa”.

De acordo com a proprietária da Loja da Cláudia, situada na Rua Central, as semanas em que esteve encerrada, desde meados de março e até ao início de maio, fizeram-na refletir sobre a possibilidade de ter de voltar a fechar portas. “Na dúvida, comprámos menos mas temos uma grande variedade de produtos, dos jornais às revistas, passando pelos brinquedos, artigos de decoração, merchandising dos principais clubes de futebol, roupas de cama, toalhas de banho, pijamas e pantufas”, entre vários outros artigos. Cláudia Calado notou uma quebra na procura, sobretudo no vestuário, embora garanta que os clientes habituais continuam a procurar os seus produtos.

Ao JMG, a empresária lembra ainda que no seu espaço, além de tomar um café os clientes podem fazer múltiplos pagamentos, em dinheiro, das contas da água, gás ou luz, multas, impostos, portagens e ainda carregar o telemóvel, dado que são um agente Payshop.

A porta vai continuar aberta, garante, à espera de melhores dias.

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