Filas e filas de camiões compunham o cenário da Rua 10 de Junho nas tardes da última sexta feira, dia 2, e da passada segunda feira, dia 5. Seis meses após a Câmara Municipal ter anunciado uma medida para minimizar os constrangimentos causados nos dias de maior afluência de veículos pesados, o problema permanece em Picassinos.

Há vários anos que moradores e comerciantes se queixam das filas de veículos pesados que começam na fábrica Santos Barosa e que, muitas vezes, se estendem para lá da rotunda junto à Sociedade de Instrução e Recreio 1.º de Maio.

Para evitar este cenário, em maio último a presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal reuniram com o diretor da empresa e com o comandante da PSP da Marinha Grande, tendo sido anunciada uma medida provisória para serem minimizados os impactos causados nos dias de maior afluência de veículos pesados.

Na sequência desta medida, os camiões passariam a estar estacionados na Estrada do Guilherme, perto da Zona Industrial da Marinha Grande, sendo este o local onde os camionistas permaneceriam enquanto esperavam para poderem entrar na fábrica.

Segundo a autarquia, na Estrada do Guilherme e na Rua 10 de Junho estariam ainda presentes agentes da PSP a controlar o trânsito nestas vias, sendo assegurado pela Santos Barosa um novo sistema informático de gestão das entradas/saídas na fábrica, de modo a serem evitados picos de afluência.
No entanto, na passada sexta feira, pelas 17 horas, e após ser alertado por uma comerciante de Picassinos, o JMG deslocou-se à Rua 10 de Junho e testemunhou a situação caótica provocada pela longa fila de veículos pesados.

Na passada segunda feira, dia 5, o cenário voltou a repetir-se, com a fila de camiões a passar a rotunda junto à sede da SIR 1.º de Maio e a chegar perto da Igreja de Picassinos. “Isto é um verdadeiro caos. Tem de ser tomada uma medida que resolva de vez esta situação”, referiu ao nosso jornal uma comerciante, que prefere não ser identificada. “Além do transtorno causado pelas filas, já vi a minha casa ser danificada por diversas vezes devido à passagem dos camiões”, acrescentou.

Face à persistência deste cenário, ou a medida definida em maio último não está a ser implementada ou não está a surtir os efeitos desejados.

Com vista a obter esclarecimentos sobre o problema que persiste em Picassinos, o JMG contactou o Município, mas sem resposta até ao fecho desta edição.

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