Em tempos de pandemia o ISDOM dá mostras de grande vitalidade e espírito empreendedor ao ver aprovado junto da Direção-Geral de Ensino Superior o Curso de Técnico Superior Profissional (Ctesp) em Gestão da Produção Aeronáutica.

O novo curso vem enriquecer a oferta formativa da instituição que no ano passado e já em pandemia viu serem aprovados 4 novos Ctesps, a saber: Sistemas Mecatrónicos e de Produção, Projeto de Moldes, Gestão de Turismo e Design de Produto, em funcionamento no presente ano letivo, e acrescenta valor a uma instituição de ensino que dispõe de “docentes altamente qualificados” e que aposta numa nova área do conhecimento possibilitando aos alunos a frequência de um curso “bastante atrativo” e “com procura de profissionais pelas empresas desta área”.

O ISDOM está localizado numa Região onde existe tecido empresarial na área aeronáutica e na indústria de moldes, contribuindo para a criação de um Cluster Aeronáutico, que se encontra em desenvolvimento, resultado do posicionamento geoestratégico, e privilegiando a perspetiva de empregabilidade dos alunos.

De acordo com Cristina Simões, diretora do ISDOM, “o curso de Gestão da Produção Aeronáutica permitirá dar um contributo mais objetivo e específico no sentido de responder às pretensões empresariais envolvidas nos projetos em curso e nos que se ambicionam vir a desenvolver”. Para a responsável, o curso permitirá “não só uma resposta mais eficaz como mais eficiente, pelo envolvimento da contribuição da oferta formativa para o desenvolvimento da indústria empresarial, que permitirá a fixação dos jovens da região, assim como para os que aqui se instalarem profissionalmente, quer ainda pela capacidade académica de resposta ao nível da investigação científica”.

 

Polo em Torres Vedras

Fortemente ligado à formação na indústria de moldes, o ISDOM pretende desta forma “acompanhar as necessidades do mercado empresarial” fixando para além da Marinha Grande um novo polo em Torres Vedras.

Para Cristina Simões, este passo “permitirá dar resposta às necessidades manifestadas pelos empresários da região ao Instituto Superior D. Dinis e por algumas empresas com as quais já temos protocolos de parceria, mas também das reuniões regulares de auscultação das necessidades formativas com empresários da região e envolvimento no grupo de desenvolvimento do Cluster Aeronáutico em projeção”.

O Ctesp em Gestão da Produção Aeronáutica vem completar a oferta de formação de nível IV na área geográfica de implantação do ISDOM, e permitir a integração da formação em licenciaturas, nomeadamente no primeiro ciclo de Gestão Industrial e Inovação Tecnológica, entre outras, existentes no ISDOM.

Sabendo-se que a região Oeste se apresenta com características singulares que decorrem do seu passado histórico de ligação à indústria e geograficamente posicionada numa perspetiva que favorece o desenvolvimento da indústria aeronáutica pela proximidade com o oceano atlântico, para o ISDOM é “incontornável” a necessidade de mão-de-obra qualificada pela especificidade de conhecimentos que envolve.

Foco na empregabilidade

“O ISDOM, situando-se na Marinha Grande e possuindo a partir de agora um polo em Torres Vedras, apresenta-se na Região Oeste como uma entidade académica envolvida com o tecido empresarial e capacidade para dar resposta às necessidades contribuindo para que a taxa de desemprego se mantenha abaixo da média nacional”, referiu ao JMG a diretora da instituição, salientando que “é no sector industrial onde estão empregues os diplomados na área e no qual observamos elevado nível de população empregada”.

Cristina Simões salienta que “a empregabilidade, procura e necessidade de técnicos nesta área é algo evidente, dado que regularmente recebemos contactos de empresas a solicitar técnicos na área quer da aeronáutica quer do projeto de moldes. Registamos também que os nossos alunos da licenciatura em Gestão Industrial e Inovação Tecnológica, para o qual os alunos deste CTSP poderão prosseguir estudos, têm ofertas de emprego logo no primeiro ano”.

A responsável sublinha que as formações que o ISDOM promove permitem aos formandos dar resposta às várias indústrias envolventes, do vidro aos moldes, passando pela cerâmica, plástico, cartão e agora aeronáutica.

Cristina Simões recorda que o concelho dispõe atualmente de 3 Zonas Industriais com centenas de empresas: Casal da Lebre, Marinha Pequena, e Vieira de Leiria, ao passo que Torres Vedras dispõe de 5 núcleos empresariais: Ameal, Arenes, Barro, Palhagueiras e Paúl. A responsável realça o tecido empresarial daquele município, constituído por milhares de empresas e um peso “muito significativo” na atividade económica que se pretende alargar ao sector aeronáutico, quer através da industrialização onde são várias as empresas existentes, como a UAVision Aeronautics, quer através de um centro de investigação, em que o Aeroclube de Torres Vedras se assume como colaborador do centro da ciência viva, e da Agência Aeroespacial Europeia que juntamente com as Forças Armadas assumiram no presente ano o projeto de combate a incêndios e de lançamento de um satélite.

Prosseguimento de estudos

O curso agora aprovado, além de permitir a obtenção de uma especialização profissional cria condições para o prosseguimento de estudos, com condições privilegiadas na frequência de outros cursos superiores.

Para o ISDOM, “o sector é ainda reconhecido como tendo uma forte ligação da academia à indústria, tanto nacional como internacionalmente, potenciador de níveis elevados de inovação científica e tecnológica e de incorporação de quadros altamente especializados, assim como de ligações sinérgicas com outros setores como a logística, gestão de fluxos e transportes. O setor aeronáutico apresenta-se altamente competitivo, extremamente exigente e um motor do conhecimento”.

Gestão da Produção Aeronáutica

Orientando-se para um nível da formação profissional de alto nível e recorrendo a uma equipa de formação altamente qualificada, o Curso Técnico Superior Profissional em Gestão da Produção Aeronáutica pretende “assumir um papel essencial como motor para este importante sector de atividade do país e nomeadamente da região, designadamente participando ativamente nos projetos integrados na ação do Cluster, como contribuindo para o reforço da competitividade das instituições que nele intervêm”, refere Cristina Simões.

Desenvolver e coordenar as atividades de gestão da produção de aeronaves, planeamento, manutenção industrial, qualidade, aprovisionamento e de recursos humanos tendo em vista a otimização da produção, são os objetivos do Ctesp.

Segundo a diretora, “estamos convictos da necessidade e real utilidade do curso agora proposto, o qual também ajuda a completar a oferta formativa do Instituto num sector que elegeu como prioritário para a sua intervenção, ao serviço do desenvolvimento e do progresso da região e do país”, realçando a existência de parcerias com vista à realização de estágios em contexto de trabalho.

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