Criado a 8 de junho de 1981, o Rancho Folclórico de Picassinos está prestes a completar 40 de existência em prol do folclore e da etnografia. Com milhares de atuações na bagagem, o principal objetivo, por estes dias, é poder regressar aos ensaios e aos palcos assim a pandemia o permita

 

João Rodrigues, militar de formação e natural de Moçambique, contactou pela primeira vez com o Rancho através da filha Sandra. Estávamos em 1996. Depressa integrou os órgãos sociais e atualmente é o responsável máximo do Rancho, agora mais disponível devido à reforma. Ao JMG falou um pouco da criação do grupo, em 1981, pela iniciativa de Francisco Vicente (Chico dos Caramelos) e Artur Francisco, que viria a dirigir o rancho durante vários anos. No início denominava-se “Os Pequeninos de Picassinos”, evoluindo para Rancho Juvenil e mais tarde Rancho Folclórico de Picassinos. A ligação à SIR já é antiga e o Rancho que começou como uma comissão independente é hoje parte integrante da instituição.

Parados há mais de um ano, devido à pandemia, os 10 pares, com dançarinos dos 11 aos 64 anos, e os músicos da tocata, estão “ansiosos” pelo regresso ao convívio, às atuações e aos festivais de folclore, em vários pontos do país, incluindo deslocações a Espanha e a França, até onde têm levado o nome de Picassinos e da Marinha Grande.

Com dois cd’s editados onde constam cerca de 30 modas, relativas aos lugares de origem de onde vieram os migrantes que ajudaram a formar o Rancho, há planos para gravar um dvd que possa ajudar a perpetuar as coreografias.

João Rodrigues agradece à autarquia e à Junta da Marinha Grande o apoio que têm dado ao Rancho, lembrando os “parcos” fundos que vão dando para pequenas despesas, mas que devido à pandemia deixaram de “entrar”.

“Precisamos de sangue novo, sobretudo na tocata mas também no grupo de dançarinos”, assume o diretor, garantindo, no entanto, que dentro do grupo atual sente que “há vontade para trabalhar e levar o Rancho adiante”.

“Gostamos muito do que fazemos, ajudamos a divulgar as nossas tradições, a nossa cultura e também promovemos o turismo da nossa região”, acrescentou João Rodrigues que deixou ainda palavras de incentivo à Direção da SIR 1.º de Maio pelo Centenário, fazendo votos que possa continuar a “aparecer gente nova que garanta a continuidade das nossas coletividades”.

Além de João Rodrigues, a comissão do Rancho é ainda composta por Henrique Alexandre, Sandra Rodrigues e Cátia Ricardo.

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