Treze anos após a mudança para o mercado das tendas, na Zona Desportiva, os vendedores do Mercado Municipal da Marinha Grande estão prestes a mudar para um novo espaço, também provisório. Em estudo está a possível transferência para os pavilhões 1 e 2 do Parque Municipal de Exposições (PME)


 

Esta possibilidade foi identificada pelo executivo permanente da Câmara na última segunda feira, 18 de maio, após a Delegada de Saúde Pública da Marinha Grande ter emitido parecer desfavorável à reabertura do Mercado Municipal ao público no sábado, dia 16. Em causa está a falta de condições sanitárias daquele espaço, agravadas pela atual situação de pandemia que se vive e que exige condições de segurança e higiene mais apertadas. 

A responsável fez uma visita ao mercado das tendas na última sexta feira para verificar se o Município tinha dado cumprimento às medidas constantes no respetivo Plano de Contingência, mas verificou que o mesmo “não oferecia condições”, quer para vendedores como para clientes, para que pudesse reabrir.

No entanto, a Câmara já tinha avisado os vendedores de que o Mercado iria abrir no sábado e muitos foram aqueles que, além de colherem os seus legumes e frutas, adquiriram produtos para poderem ir trabalhar, após dois meses “sem faturar”. “Qual não foi o meu espanto quando perto das 8 da noite de sexta me ligam a dizer que afinal o mercado já não abria! E o que faço agora à mercadoria?”, queixava-se ao nosso jornal uma das vendedoras.

Entretanto, e ao início da noite de sexta feira, um post no Facebook da Câmara dava conta de que, afinal, o Mercado ia mesmo reabrir. Segundo apurámos, esta publicação resultou de “um mal entendido” e foi de imediato apagada, mas nem todos os que viram esta comunicação se aperceberam do sucedido. Assim, na manhã de sábado muitos foram os vendedores e os clientes que se deslocaram ao mercado. Com as tendas fechadas, foram vendidos alguns produtos na rua, junto às viaturas.

Esta situação levou algumas dezenas de vendedores a concentrarem-se à porta dos Paços do Concelho, na Praça Stephens, na manhã da passada segunda feira, exigindo uma solução “com condições dignas para podermos trabalhar”, por um lado, mas também “queremos saber quem nos vai pagar os prejuízos que tivemos no sábado com mercadoria que se estragou, e também com os prejuízos de meados de março, quando nos avisaram de véspera que o mercado já não ia abrir devido à pandemia”.

De acordo com Paulo Eusébio, porta voz dos cerca de 150 vendedores do Mercado da Marinha Grande, as “más condições existentes no mercado não são de agora”, pelo que “a Câmara deve encontrar uma solução para que possamos voltar a trabalhar”. Segundo este vendedor, com vários anos de ligação ao mercado local, a falta de manutenção das tendas era uma questão para a qual os comerciantes vinham alertando há vários anos, sem que fossem notadas melhorias.

De acordo com Paulo Eusébio, o Parque de Exposições é uma “boa solução provisória”, defendendo que devem ir para lá todos os vendedores para que se mantenha a oferta diversificada a que os clientes estão habituados. “Pelo que vimos no sábado, as pessoas estavam desejosas de vir ao mercado, porque sabem que encontram produtos frescos, colhidos no dia anterior e muitos aqui da região”, frisando que é “urgente” que se encontre rapidamente uma alternativa, ainda que provisória, sob pena “de o mercado na Marinha Grande acabar de vez”.

Segundo o nosso jornal apurou, o executivo permanente visitou, juntamente com a Delegada de Saúde Pública na manhã de segunda feira quer o mercado das tendas como o Parque de Exposições, estando a ser analisada a forma como poderão os vendedores ser transferidos e quais as condições que têm de ser criadas ou melhoradas no PME para os acolher.

À hora de fecho desta edição, na passada segunda feira, era esta a possibilidade em cima da mesa. No entanto, há quem defenda a manutenção nas tendas, como a vereadora Alexandra Dengucho, após as necessárias obras de melhoria.

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