A presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Cidália Ferreira, participou esta terça feira, 6 de outubro, na sessão da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar dedicada ao problema da poluição da bacia hidrográfica do Lis

 

Nas declarações prestadas a autarca marinhense afirmou que “quem tem pago a fatura das descargas ilegais no Rio Lis tem sido a População que não só tem de aguentar com os maus cheiros que infestam as ruas e as habitações, como se vê também prejudicada, no caso da Praia da Vieira, na sua subsistência, muito assente na atividade turística.”

Cidália Ferreira fez saber que nos últimos 3 anos a autarquia tem feito a monitorização com análises semanais das águas do Rio Lis dentro dos limites do concelho, em particular durante a época balnear, através de recolha de amostras em pontos estratégicos, referindo que os resultados obtidos “evidenciam um padrão de focos de contaminação com elevada concentração de bactérias e. coli e enterococos intestinais”.

Perante os resultados, a edil afirmou que “não podemos deixar de questionar até que ponto a atividade da ETAR do Norte não estará também neste momento a agravar o problema da poluição do Rio Lis. E ainda até que ponto os valores que se encontram a jusante dessa estação de tratamento poderão ser parcialmente explicados por anomalias na sua atividade regular, quanto neste momento está em causa ainda a intenção desta estação vir a tratar de maior quantidade de efluentes suinícolas”.

Cidália Ferreira disse também que no ano passado após queixa de uma descarga irregular da ETAR do Norte para o Rio Lis, a 9 de agosto remeteu ao Gabinete do Ministro do Ambiente um ofício dando conta destas preocupações e das questões colocadas à Águas do Centro Litoral e sobre as quais não obteve uma resposta clarificadora.

A presidente da Câmara da Marinha Grande deixou também um apelo a que o Ministério do Ambiente desenvolva um estudo mais aprofundado sobre a qualidade e a garantia de segurança da ETAR do Norte para despistar qualquer possibilidade de esta estar a contribuir para a contaminação da parte final do trajeto do Rio Lis.

Assim, Cidália Ferreira mostrou-se contra o uso intensivo daquela ETAR para o tratamento destes resíduos e reclamou a construção efetiva de uma Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas para a Região de Leiria, conforme compromisso dos Governos anteriores e da Associação de Produtores.

A autarca quer ainda que seja definida uma estratégia que seja traduzida em objetivos operacionais e que estes sejam concretizados num espaço de tempo razoável e aceitável para todos os interessados e não apenas para uma das partes.

Segundo Cidália Ferreira, as autarquias chamadas ao processo “estarão decerto disponíveis e empenhadas em colaborar” seja com as entidades públicas, seja com as associações privadas para “desenhar e construir uma solução”, acrescentando que “é preciso valorizar os nossos Rios, todos eles, e eu peço que se olhe com um novo olhar para o Rio Lis, fazendo a sua devida valorização e reconversão ambiental, para preservação da sua fauna e flora, para salvaguarda das paisagens que ele ajudou, lentamente, a moldar, para o seu aproveitamento agrícola, mas também considerando todo o seu potencial turístico.”

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