- Escrito Por: Redação
- Sociedade
- 01 outubro 2026
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) promove esta quinta-feira, dia 1 de outubro, uma ação de protesto junto ao Comando Distrital da PSP de Leiria, para exigir ao Governo o cumprimento do acordo assinado com os profissionais da Polícia em 2024 e chamar a atenção para problemas estruturais que continuam a afetar a instituição
A concentração está marcada para as 17h30 e será seguida de um desfile dos agentes até às imediações da Câmara Municipal de Leiria.
Em declarações ao JMG, Teresa Moás, delegada distrital da ASPP, explicou que o objetivo passa por “sensibilizar o Governo para cumprir o acordo” assinado há dois anos e por encontrar respostas para os problemas que afetam atualmente a PSP.
Entre as principais preocupações estão a falta de efetivos e o envelhecimento dos profissionais, situação que, segundo a responsável sindical, aumenta o desgaste dos polícias e dificulta a renovação dos quadros.
Mais proximidade e prevenção na Marinha Grande
Questionada sobre a realidade da Marinha Grande, Teresa Moás destacou três áreas de preocupação, começando pela necessidade de responder a uma sociedade “cada vez mais diversa, complexa e exigente”, o que, considera, obriga a reforçar o policiamento de proximidade e a componente preventiva.
A responsável defende uma presença policial reforçada junto dos grupos mais vulneráveis e aponta também a necessidade de fortalecer o programa “Escola Segura”, face às preocupações relacionadas com consumos, comportamentos de risco e crimes praticados em meio escolar e nas zonas envolventes.
A falta e o envelhecimento dos efetivos constituem outra das preocupações identificadas pela ASPP, por contribuírem para um maior desgaste dos agentes e dificultarem a renovação da PSP.
“No fundo, o que queremos é mais proximidade, mais prevenção e uma Polícia com condições para acompanhar uma Marinha Grande que está a mudar”, resumiu Teresa Moás.
Protesto aberto à população
A ação desta quinta-feira está aberta à participação da população. A delegada sindical considera que a segurança diz respeito a toda a comunidade e apela, por isso, à presença dos cidadãos.
“A segurança é de todos e é para todos”, afirmou, defendendo que a população também tem interesse em exigir condições que permitam à PSP assegurar respostas mais rápidas e os serviços de que necessita diariamente.






