Aurélio Ferreira é o primeiro candidato oficial à Câmara da Marinha Grande nas Eleições Autárquicas deste ano. O líder do Movimento pela Marinha (MpM) deu uma entrevista à RCM onde explicou por que motivo deve ser eleito. Esta semana publicamos a primeira parte da conversa com o diretor do JMG/RCM, António José Ferreira.

Acredita que poderá vencer as eleições sabendo que tradicionalmente no concelho ora ganha o PS ora a CDU?

Claro que sim. Naturalmente tivemos uma história de mais 40 anos de democracia autárquica na Marinha Grande, em que andámos entre o PS e a CDU. É essa a nossa história, analisamo-la e olhamos para o futuro, que vai passar por marinhenses que estejam disponíveis para colaborar. Candidatamo-nos conscientes que é possível ganhar.

Em 2017, tal como em 2013, apresentou-se como alternativa aos partidos. Qual será a sua estratégia para contrariar a hegemonia de PS e CDU?
A questão que o MpM se colocou desde que foi criado, há quase quatro anos, é uma postura muito tranquila. A interpretação que deu, com a prevalência do PS e da CDU não é para o MpM uma preocupação, estamos a falar da Marinha Grande em si, do conceito do concelho e das pessoas que nele vivem e isso é que é a nossa preocupação. Não estamos à procura de gente que seja de esquerda ou de direita. Queremos ser uma força transversal à comunidade, que seja agregadora, que integre todas as pessoas que pensem, que reflitam e queiram ajudar e esse é o caminho para encontrarmos uma plataforma para poder ajudar. Felizmente a lei permite-nos isso e, portanto, foi a isso que nos disponibilizámos.
Na Constituição de 1976 foi definido que era possível a grupos de cidadãos eleitores candidatarem-se às juntas. Na revisão constitucional de 1997 foi possível abranger as câmaras e desde essa altura que os grupos de cidadãos podem candidatar-se em autárquicas. No MpM jamais olhámos para os partidos como ser contra eles. Os partidos fazem parte da democracia e queremos que continuem a existir. Não podemos é alhear-nos daquilo que tem sido a história de Portugal em relação aos partidos. Queremos ser uma alternativa. Se me perguntar se somos de direita ou de esquerda não somos de direita nem de esquerda, somos pela Marinha Grande.

Leia mais na edição em papel do JMG.

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