- Escrito Por: Redação
- Cultura e Lazer
- 12 fevereiro 2026
Cerca de uma centena de pessoas, entre associados, convidados e entidades locais, estiveram reunidas à mesa no passado dia 11 de janeiro, para assinalar os 55 anos de existência da Associação Cultural e Recreativa (ACR) da Comeira
Após o tradicional almoço de cozido à portuguesa houve oportunidade para discursos institucionais, nomeadamente de Adelaide Mendes, da Assembleia Geral da ACR Comeira, João Alves, em representação da Confederação Portuguesa de Coletividades de Cultura Recreio e Desporto, de Isabel Freitas, presidente da Junta de Freguesia da Marinha Grande, seguida de Sérgio Silva, vereador da Cultura da autarquia, e de Paulo Vicente, presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, que felicitaram a associação pelo importante trabalho desenvolvido em prol da comunidade.
Coube ao presidente da Direção da ACR Comeira, encerrar a série de discursos. Carlos Franco recordou o papel do associativismo popular, a sua história e impacto ao nível da coesão social e territorial, bem como na democratização da cultura. Referiu que, ao longo da sua história, a ACR Comeira viveu avanços e recuos, alegrias e momentos de viragem e citou Diamantino André que, aquando da fundação da coletividade, terá afirmado: “Vocês um dia não vão ser só uma equipa de futebol”. Recordou o importante papel daquele dirigente associativo, não só na ACR Comeira como em outras associações da região, e considerou que “se trata de mais uma personalidade marinhense que a Marinha Grande ainda não reconheceu devidamente”.
Ponto de encontro
Para Carlos Franco, a ACR Comeira “é hoje um verdadeiro ponto de encontro comunitário”, elencando, de seguida, as inúmeras atividades desenvolvidas nas suas instalações, das aulas de pilates e judo, aos encontros de trabalhos de bordados, dos ensaios do Coro da Tertúlia dos Anos de Ouro da ADESER II às sessões quinzenais da “Poesia ao Serão”, sem esquecer a prática de boccia e as aulas de música.
Acrescem os eventos gastronómicos e culturais, como o Baile de Carnaval, a Festa dos Santos Populares e a Festa Anual, que constituem as principais fontes de receita para garantir a sustentabilidade da associação, e ainda teatro, concertos, poesia e um Ciclo de Encontros, que este ano abordará o tema da violência.
Aos colegas dos órgãos sociais, o presidente da Direção enalteceu o trabalho voluntário e a dedicação, com impacto direto na cultura, no desporto, na saúde mental e na coesão social da comunidade da Marinha Grande.
“Por isso, devem estar felizes, orgulhosos e até vaidosos do resultado do vosso trabalho, mesmo sabendo que não conseguimos mudar o mundo, mas podemos, e conseguimos, melhorar a nossa comunidade”, afirmou.
“A Marinha Grande precisa das coletividades”, disse Carlos Franco, acrescentando que “o associativismo tem futuro”.
Seguiu-se a distinção dos associados com 25 anos de filiação, reconhecendo o seu contributo e dedicação à associação ao longo dos anos. Foi também cumprido um minuto de silêncio em memória dos associados falecidos.
Depois de se cantarem os parabéns à ACR Comeira, a festa prosseguiu com um momento cultural, protagonizado pelo músico Miguel Dias.
15/01/2026






