Foi aprovado por maioria, com três votos a favor do +MPM, duas abstenções do PS e dois votos contra das eleitas do PCP, o orçamento do Município da Marinha Grande para 2025, no valor de 49 milhões de euros. O documento foi aprovado na reunião do executivo camarário da última segunda feira, 25 de novembro. Os documentos têm agora de ser submetidos a votação pela Assembleia Municipal


A proposta de orçamento apresentada pelo executivo de Aurélio Ferreira tem o valor de 49,2 milhões de euros, refletindo “uma estratégia de promoção da melhoria das condições de vida dos munícipes, tendo em vista o desenvolvimento sustentável do concelho, assente num conjunto de atividades, projetos e ações que serão executadas pelos serviços municipais”.

Na ocasião, o presidente da autarquia sublinhou que se trata do “maior orçamento municipal de sempre, que continua a dar prioridade à educação, com um investimento de cerca de 20 milhões de euros, correspondendo a mais de 40% do total”. A requalificação urbana, a habitação, o saneamento e abastecimento de água, o desporto, os parques industriais e a rede viária, são outras das áreas contempladas. Aurélio Ferreira explicou ainda que o orçamento para 2025 “dá continuidade a projetos em curso e à execução de importantes investimentos que serão realizados no âmbito de candidaturas a fundos comunitários”.

Para as eleitas da CDU, Alexandra Dengucho e Lara Lino, “em bom rigor, nada temos mais uma vez”, afirmando que “o +MPM sabe muito bem quais são as necessidades do nosso concelho”, elencando, entre outras, “infraestruturas essenciais” como habitação social, circular externa, parque para camiões TIR, plano de reabilitação do centro tradicional, um pavilhão multiusos, o mercado e a requalificação do estuarino na Praia da Vieira.

As vereadoras lembraram que “em 3 anos de mandato, o +MPM não conseguiu elaborar os protocolos de delegação de competências para as Juntas, absolutamente necessários para uma melhor gestão do território”, e consideraram que “é notório que o +MPM coloca os interesses políticos à frente dos interesses do concelho”. Criticaram “a quantidade nunca vista de modificações ao orçamento”, bem como as “taxas de execução tão baixas”.

Para as autarcas, o orçamento não apresenta, por parte do +MPM, “um projeto de desenvolvimento e uma estratégia para o concelho”, acusando o executivo com pelouros de “governar de costas para o movimento associativo, para as pessoas”, e de uma “desastrosa gestão municipal”, num “concelho adiado”.

Já Ana Laura Baridó e António Fragoso, eleitos pelo PS, justificaram a abstenção com a apresentação de um “orçamento que não nos traz nada de novo, fruto da inércia e da falta de estratégia deste executivo” que acusou de não ter construído “nada de estrutural” nos três anos de mandato já decorridos. Os autarcas assinalaram a sua “indignação” por “mais uma vez as mesmas rubricas abertas, umas com dotação, outras com dotação mínima, à espera que algum milagre aconteça para que a obra se faça”.


Lembraram a “disponibilidade” que manifestaram durante o presente mandato para que se realizassem obras essenciais para o concelho.

Contudo, “hoje sentimos que nada foi feito. É com grande tristeza que vimos novamente adiadas obras como a reabilitação do Centro de Saúde da Marinha Grande e construção de um novo Centro de Saúde em Vieira de Leiria, o patinódromo, a habitação social, o términus do saneamento, o intermodal, a requalificação de equipamentos desportivos e culturais”, entre outros. Em jeito de análise à governação do executivo com pelouros, Ana Baridó e António Fragoso consideraram que tem sido “um autêntico fracasso”.