- Escrito Por: Redação
- Educação
- 17 julho 2025
Decorreu a 26 de junho, junto ao Museu da fábrica, na Marinha Grande, a entrega de galardões aos trabalhadores da GalloVidro que completaram 25 e 40 anos de ligação à empresa
A cerimónia, conduzida por Henrique Monteiro, diretor da unidade, contemplou ainda a entrega do Prémio Dr. Rocha e Silva aos três alunos finalistas do Curso de Gestão Industrial e Inovação Tecnológica do Instituto Superior D. Dinis (ISDOM) que obtiveram as melhores médias.
A iniciativa contou, entre outras, com as presenças do presidente do Município da Marinha Grande, Aurélio Ferreira, de Cristina Simões, diretora do ISDOM, e de Teresa Damásio, administradora do Grupo Ensinus, pertencente ao Grupo Lusófona, dono do ISDOM.
Na ocasião, Henrique Monteiro congratulou-se pela parceria estabelecida com o ISDOM, e que tem permitido a atribuição de bolsas aos seus melhores alunos, enaltecendo a memória de Joaquim Rocha e Silva, antigo trabalhador da GalloVidro, na área da contabilidade, já falecido.
“O mais importante são as pessoas”
O responsável deixou também palavras de incentivo e agradecimento aos trabalhadores da empresa, pela dedicação demonstrada e pelo serviço prestado, lembrando que foram inauguradas na Marinha Grande, há dois anos, aquelas que são hoje as instalações mais avançadas do Grupo Vidrala, garantindo que “o mais importante são as pessoas que aqui trabalham e que tanto nos ajudam a cumprir os objetivos”.
Já o presidente da autarquia considerou ser “um orgulho” para o concelho ter no seu território uma empresa como a GalloVidro, realçando que o investimento realizado pelo Grupo Vidrala na unidade da cidade vidreira, um dos maiores dos últimos anos, “não foi por acaso”, enaltecendo a qualidade dos recursos humanos. Para Aurélio Ferreira, o ISDOM é também um exemplo, destacando a qualidade do ensino e o contributo que tem dado ao tecido empresarial da região. O autarca realçou a transformação verificada na Marinha Grande no último século, a nível tecnológico, mas também nos recursos humanos.
Cristina Simões, por sua vez, considerou que o Prémio Dr. Rocha e Silva, atribuído há mais de uma década, é uma “justa homenagem” a alguém que tanto deu à empresa, agradecendo o reconhecimento e a valorização dos alunos do ISDOM pela GalloVidro. A diretora do instituto revelou que este continua a crescer na Marinha Grande, dispondo de uma oferta diversificada e cursos únicos a nível nacional, e agradeceu ao Município por ser um “parceiro ativo”.
Teresa Damásio, convidada a usar da palavra, destacou a cooperação existente entre o ISDOM, o tecido empresarial e as autarquias, considerando ser “um orgulho” para a Lusófona ter dirigentes que, na Marinha Grande, prosseguem os objetivos, a missão e os valores do Grupo.
Estudantes enaltecem formação
O Prémio Dr. Rocha e Silva, no montante de 2.500 euros, foi atribuído aos três melhores alunos finalistas do Curso de Gestão Industrial e Inovação Tecnológica: Afonso Mourão, Eva Pedrosa e Mariana Carreira.
Mariana Carreira, natural de Casal dos Claros, resolveu tirar este curso já a pensar no futuro da empresa familiar, na área dos moldes para injeção de plásticos. Aos 28 anos, a trabalhadora estudante faz um balanço positivo da experiência que leva do ISDOM, sublinhando as dificuldades de trabalhar de dia e estudar de noite. “É complicado, mas no final é gratificante ver todo o esforço e dedicação ao longo destes três anos ser recompensado”. Para já, Mariana garante que vai focar-se nos negócios da família, mas não afasta a inscrição num mestrado dentro da mesma área.
Afonso Mourão, de 20 anos, natural da Batalha, já estava a trabalhar na área industrial quando sentiu necessidade de tirar uma formação que lhe pudesse transmitir os conhecimentos necessários para progredir profissionalmente. O balanço que faz do curso é “muito positivo”, e está a ponderar prosseguir estudos. Sobre o prémio, revelou ter ficado “muito contente”, a título pessoal e também pelo reconhecimento dado, desta forma, à formação ministrada pelo ISDOM.
Eva Pedrosa, de 28 anos, também veio do Casal dos Claros estudar para o ensino superior na Marinha Grande e deu o tempo como bem empregue. A trabalhar numa empresa dedicada à produção de moldes, adiantou ao JMG que se inscreveu por “curiosidade” e para aumentar o leque de conhecimentos, com os olhos postos na evolução profissional. Três anos volvidos, assume que conciliar trabalho e estudos “nem sempre é fácil”, mas sublinhou a importância do apoio dado pelo ISDOM, realçando “a proximidade” existente com o corpo docente como uma das suas mais-valias. Satisfeita com a atribuição do prémio, Eva Pedrosa rejeita, pelo menos para já, o regresso às salas de aula.
Trabalhadores reconhecidos
Como já vem sendo habitual, no dia em que é atribuído o Prémio Dr. Joaquim Rocha e Silva a GalloVidro distingue os seus trabalhadores com 25 e 40 anos de ligação à empresa. Este ano foi distinguido António Antunes, pelos 40 anos de trabalho na GalloVidro, dedicados à área comercial.
Com 25 anos de serviço, foram agraciados os trabalhadores: Bruno Soares, Carla Lemos, Carlos Vital, Celeste Florindo, Gilmácia Amorim, Hugo Vaz, João Vigia, Jorge Pedrosa, José Gomes, José Palmeiro, Maria Augusta Pereira, Maria Clara Oliveira, Maria Conceição Ramos, Maria Dulce Saldanha, Orlando Ascenso, Paulo Jorge Paulo, e Pedro Andrade.






