O Plano Estratégico para a instalação do Museu Nacional da Floresta no Parque do Engenho foi apresentado na reunião de câmara de 13 de janeiro, pelo presidente aos restantes vereadores

 

Na ocasião, Aurélio Ferreira deu conta de que o projeto avançará por fases, devido ao valor do investimento, na ordem dos 6 milhões de euros, sendo que para a primeira fase serão necessários 3 milhões.

O autarca explicou que o Plano foi já apresentado, no passado dia 7, ao Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, aproveitando “uma oportunidade” que surgiu. O projeto foi também dado a conhecer ao presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, e aos administradores da Turismo Fundos-SGOIC, SA que gerem o Fundo Revive Natureza.

Segundo Aurélio Ferreira, a deslocação à Secretaria de Estado visou “discutir o Plano Estratégico que permite a assunção do que se irá concretizar no Parque do Engenho, bem como o seu planeamento e financiamento”, no seguimento das diligências que “o Município tem liderado junto do Governo e da Assembleia da República, com vista a efetivar a instalação do Museu Nacional da Floresta na Marinha Grande, que se assume como berço da técnica e gestão da Floresta Nacional”.

O Parque do Engenho contemplará três áreas distintas: o Museu, um hotel (da responsabilidade do Fundo) e o jardim, apontando-se para junho deste ano a abertura do jardim e para setembro a pré abertura do Museu no espaço do antigo Grémio. Entre o conteúdo expositivo do Museu, destaque para “As Florestas Globais”, “A Floresta Portuguesa”, “O Pinhal do Rei” e o “Exomuseu”, que contempla todos os espaços do concelho ligados à floresta, da Resinagem a Pedreanes, os Pontos de Vigia, as Casas da Guarda e a arriba fóssil das Pedras Negras, só para dar alguns exemplos.

Segundo a apresentação, o investimento engloba a edificação de uma nova área, no montante de dois milhões de euros, que será dedicada à “Floresta do Futuro”. Aurélio Ferreira garantiu que o caminho passa agora por “bater às portas” em busca de financiamento que permita, até 2030, ter o projeto concluído.

Recorde-se que a criação do referido Museu no Parque do Engenho remonta a 1872, quando o então Administrador Geral das Mattas do Reino, Ernesto de Faria, determinou a sua criação na Marinha Grande, o que seria reforçado em 1999, aquando da criação da Lei 108/99, pela Assembleia da República.

A autarquia refere ainda que “a consolidação desta vontade foi recentemente reforçada na aprovação como objetivo prioritário no PROT-C (Planos Regionais de Ordenamento do Território Centro), bem como em todos os quadrantes políticos com assento na Assembleia da República e na CIMRL”.