Cinco votos a favor e dois contra. Foi esta a votação que decorreu na reunião de câmara de segunda feira, 22 de novembro, e que ditou a deslocalização da Estátua do Vidreiro para a ‘meia-lua’ junto ao Parque Mártires do Colonialismo

 

O assunto foi levado a votação na reunião do executivo de segunda feira, dia 22 de novembro, embora não estivesse inscrito na respetiva ordem de trabalhos. O presidente Aurélio Ferreira começou por dar conta dos “atrasos” na obra em curso, que segundo informou deveria ter ficado concluída em agosto, explicando que a Estátua em bronze foi retirada para restauro e que dos relevos em pedra na parte complementar do monumento foram feitos moldes em silicone para reproduzir em bronze. O edil fez saber que um técnico da autarquia visitou recentemente a empresa incumbida do serviço, localizada no norte do país, e que o processo de fundição do bronze “está mais lento que o esperado”. Aurélio Ferreira admitiu não sabe quando é que os elementos ficarão prontos, mas disse que a câmara colocou como prazo o fim do ano. “O que me assusta não é o fim do ano, é o 18 de janeiro”, referiu o presidente, relativamente ao ponto de situação da execução da obra.

Quanto à mudança de local do monumento, o presidente lembrou que essa decisão já havia sido tomada no último mandato e que o previsto era mudar a obra para a ‘meia-lua’ situada junto ao Parque Mártires do Colonialismo, nas imediações da rotunda.

Aurélio Ferreira deu conta dos contactos estabelecidos com o filho e o sobrinho do artista, o Mestre escultor Joaquim Correia, já falecido, segundo os quais o artista seria da opinião que obra teria maior visibilidade num local próximo ao atual, a ‘meia-lua’, e virada para a rotunda. Para o autarca, são aspetos ‘relevantes’ quer a opinião do artista como o local para onde concebeu a obra e explicou que tem de ser construída uma base em betão para se poder avançar com a obra aprovada no mandato anterior e em curso.

Aurélio Ferreira considerou ainda que a mudança do monumento não constituirá qualquer “desconsideração” para com o movimento de 18 de Janeiro de 1934, e que a obra será enaltecida com uma melhor acessibilidade e o cumprimento da vontade do seu autor.

Lara Lino, da CDU, lembrou que a obra foi aprovada no anterior mandato no âmbito da requalificação da rotunda do Vidreiro e rotunda do Atrium, salientando que a nova adutora, em construção, vai passar por debaixo da rotunda do Vidreiro. Considerou que o espaço mais nobre para a sua colocação será no centro da rotunda, com iluminação, e com uma passadeira que garanta uma melhor acessibilidade em segurança. Para a vereadora, a Estátua do Vidreiro “deve ser preservada na rotunda à qual deu o nome”. Também Alexandra Dengucho considerou que o centro da rotunda será o local “mais nobre” para a colocação do monumento, defendendo que nesse espaço será “valorizado”.

Ana Laura Baridó, do PS, defendeu que na ‘meia-lua’ a obra poderia mais facilmente ser visitada, potenciando a sua colocação num roteiro cultural e o envolvimento das crianças com o 18 de Janeiro de 1934, a efeméride que evoca. O vereador António Fragoso mostrou-se favorável à deslocalização da estátua, considerando que a mudança “não desvirtua em nada a sua apreciação nem a possibilidade de ser vista pelo público”.

Ana Alves Monteiro e João Brito, do +MPM, também defenderam a mudança de localização, frisando o vereador Brito que a questão que deverá ser debatida tem agora a ver com a disposição do monumento.

Colocada à votação a deslocalização do monumento de homenagem aos heróis do 18 de Janeiro de 1934, esta mereceu os votos contra das eleitas da CDU, Lara Lino e Alexandra Dengucho, e os votos favoráveis dos restantes vereadores e do presidente, que manifestou a intenção de “embelezar” a rotunda do Vidreiro, embora não tenha explicado de que forma o pretende fazer.

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