A mobilidade urbana foi o tema em destaque no debate dinamizado pela Associação Marinha em Movimento (AMM) na passada sexta feira, dia 9 de novembro, na sede da SIR 1.º de Maio, em Picassinos.

A iniciativa, moderada por Humberto Dias, contou com a presença da administradora da empresa de Transportes Urbanos da Marinha Grande (TUMG), que reforçou o objetivo de criar, em 2019, uma linha que cubra a freguesia de Vieira de Leiria.

Questionada sobre o alargamento da oferta de serviço de transportes, Fátima Cardoso referiu que por agora a empresa está a proceder ao aumento do número de abrigos nas paragens, tendo já começado a discutir a possibilidade da disponibilização de bicicletas partilhadas.

Sobre o tema da mobilidade urbana, João Pedro Silva, engenheiro civil e professor adjunto do Departamento de Engenharia Civil no IPLeiria, chamou a atenção da plateia para o ciclo vicioso que começa com o crescimento do número de pessoas a escolherem o carro para se deslocarem, o que aumenta o tráfego rodoviário, o seu congestionamento e a escassez de vagas de estacionamento, levando a um maior investimento em estradas e estacionamentos e a um novo aumento do número de carros, com consequências ao nível ambiental, estilos de vida sedentários e perda de espaços públicos.

As dificuldades sentidas pelas pessoas com mobilidade reduzida foi outro dos assuntos abordados, com Sónia Santos a chamar a atenção para algumas das situações que, enquanto invisual, tem de enfrentar, como a existência de postes no meio dos passeios e de passadeiras sem sinalização para cegos, ou a persistência de alguns condutores em estacionarem em cima dos passeios.

Durante o debate a população de Picassinos também se fez ouvir sobre o congestionamento do tráfego na Rua 10 de Junho, em virtude dos camiões que se deslocam para a fábrica Santos Barosa, e sobre a inexistência de uma via própria que permita aos moradores deslocarem-se à Marinha Grande de bicicleta.
Num balanço da iniciativa, a AMM relembra “a necessidade de repensar o atual modelo de mobilidade urbana na cidade” e sublinha que a recente decisão de construir um interface de transportes no centro da cidade “poderá ser um contrassenso face à necessidade de redução do tráfego rodoviário e desejada articulação com outros maios de transporte, nomeadamente a possibilidade de construção deste terminal junto à estação ferroviária”.

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