- Escrito Por: Redação
- Cultura e Lazer
- 07 agosto 2025
Carlos André, antigo governador civil do distrito de Leiria, venceu o Prémio D. Diniz, da Fundação da Casa de Mateus, pela tradução de “Arte de Amar”, de Ovídio, com edição Quetzal
Tratou-se da primeira tradução portuguesa feita diretamente do latim, publicada em edição bilingue.
“Uma obra que devolve ao leitor contemporâneo toda a riqueza e ambiguidade do verbo “amar”, tal como Ovídio o concebeu: da sedução ao excesso, do prazer à sátira”, pode ler-se na nota divulgada pela Fundação da Casa de Mateus.
O júri, constituído por Fernando Pinto do Amaral (presidente), Pedro Mexia e Mário Cláudio, reconheceu, ainda a obra “Cravos e Ferraduras”, coletânea de contos, crónicas e textos diarísticos de J. Rentes de Carvalho, que reflete os 50 anos de Portugal pós-25 de Abril.
Nos últimos 45 anos, o Prémio D. Diniz tem destacado poesia, ensaio, ficção ou traduções de obras fundamentais do cânone literário.
Através das redes sociais, Carlos André mostrou-se “vaidoso” com a atribuição do prémio. “E mais ainda quando penso que este prémio já distinguiu tantos nomes, junto de quem me sinto um pequeno aprendiz: Agustina, Saramago, Mário Cláudio, Eduardo Lourenço, Helder Macedo, José Tolentino de Mendonça, Sophia, Lídia Jorge e tantos outros por quem tenho profunda admiração”.
“E também por ser um prémio atribuído à tradução, como já o fora ao meu amigo Frederico Lourenço, pela sua "Odisseia", assim a colocando a par da literatura. Esta é uma distinção para a Quetzal, a quem agradeço na pessoa de Francisco José Viegas, sempre credor da minha gratidão, por ter a coragem de assim apostar nos clássicos, que são a nossa identidade”, escreveu ainda Carlos André.
Doutorado em Literatura Latina, Carlos André, de 72 anos, tem mais de três dezenas de livros publicados (ensaio, traduções, poesia). Desde janeiro, preside ao Conselho Científico da Academia das Ciências de Lisboa, para o biénio 2025-2027.
Foto: redes sociais Carlos André






