- Escrito Por: Redação
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- 07 novembro 2024
"Sentir o envelhecimento” foi o mote para a sessão de comemoração do 10.º aniversário do Gabinete de Apoio Psicossocial (GAP) da Junta de Freguesia da Marinha Grande, que teve lugar no edifício da Resinagem, no passado dia 1 de outubro
Na sessão de abertura, a presidente da Junta de Freguesia, Maria das Neves, congratulou-se pela existência do GAP ao qual se referiu como sendo um “projeto comunitário que privilegia relações de proximidade”.
Lembrou a existência de parcerias entre a Junta e diversas entidades, como a EPAMG, a Unidade de Cuidados na Comunidade do Centro de Saúde, o Município, a Escola Secundária Calazans Duarte e a ADESER II, numa série de projetos relacionados com os idosos e a saúde, em prol da comunidade, da sustentabilidade e do bem-estar social.
Segundo a autarca, nestes 10 anos de ação do GAP, tem havido o reconhecimento efetivo das atividades desenvolvidas pelos técnicos ao seu serviço, e que se têm dedicado ao projeto “de alma e coração”.
Maria das Neves deixou a garantia que a Junta de Freguesia está “empenhada” em criar condições para que o projeto se mantenha.
O evento decorreu no dia internacional do idoso, razão pela qual o envelhecimento ativo foi o tema em discussão, assim que terminou a atuação do Coro da Tertúlia dos Anos de Ouro da ADESER II, criado há precisamente 20 anos, e cujas cantoras deram boa mostra de vitalidade, com condução do maestro Carlos Ferreira.
“A saúde social é o clique para retardar o aparecimento das demências”
Afonso Pimentel, da Humanitude Portugal, foi o orador convidado tendo centrado a sua intervenção na humanização dos cuidados prestados aos idosos. Na sua opinião, a prestação de cuidados humanizados é uma obrigação e dá dignidade a quem precisa de ajuda numa fase mais avançada da sua vida. Dedicado à área do envelhecimento ativo, Afonso Pimentel integra há uma década um projeto relacionado com a humanização dos cuidados ao outro. O orador lembrou que as pessoas levam uma vida inteira a construir a sua personalidade, nos mais variados domínios, e quando chegam às instituições tudo lhes é facilitado. Todavia, “o cérebro precisa de desafios para aceder à memória”, pelo que, alertou, “se já trazem tudo feito, perde-se essa capacidade e chegam as demências”.
Para Afonso Pimentel, é essencial que as pessoas mantenham o máximo possível as suas atividades da vida diária, decidindo coisas tão simples como o que vestir e o que comer, aspetos que “ajudam a retardar a chegada das demências”.
Assim, realçou a importância de, após a reforma, se poder continuar a trabalhar, mas em projetos ligados à comunidade e de fazer exercício, ao corpo e à mente.
“Há doenças que se manifestam nos idosos porque estão mais propensos a isso. Ocupam a cabeça com pequenas questões com grande carga emocional”, defendendo que “é na prevenção que está a solução”. “A saúde social é o clique para retardar o aparecimento das demências”, concluiu.






