O Sporting Clube Marinhense elegeu novos órgãos sociais para o biénio 2020-2022. Mário Mendes deu lugar a Rui Verdingola na presidência da Direção do clube da Embra



Na Assembleia Geral de Sócios decorrida a 20 de novembro no Pavilhão da Embra, para eleição de novos corpos gerentes e análise de outros assuntos de interesse para o clube, apenas foi apresentada uma lista à mesa da Assembleia Geral. A lista foi encabeçada por Rui Verdingola que sucedeu a Mário Mendes e que vai liderar os destinos do Sporting Clube Marinhense no biénio 2020-2022.

Em entrevista ao Clube, o novo presidente recordou o primeiro contacto com os patins aos 14 anos, bem como o seu percurso como atleta e a passagem pelas equipas de juvenis, juniores e seniores. Rui Verdingola abordou depois o “desafio bastante grande” que assumiu e que consistia em levar o SCM ao mais alto nível do hóquei, até à 1.ª Divisão, o que viria a acontecer e apenas com atletas da Marinha Grande.

Verdingola referiu ter estado sempre ligado ao Sp. Marinhense, onde “fiz grandes amigos” entre os diretores e técnicos, ao mesmo tempo que foi dando a sua contribuição noutros clubes e associações do concelho.

Falando sobre os anos em que foi treinador assumiu ter sido sempre “exigente”, porque “só pela exigência e rigor” conseguiriam competir, dadas as diferentes condições face às outras equipas. Admitiu ter sido sempre “muito irreverente, verdadeiro, honesto, e por vezes mal-educado com os árbitros”, mas garante que “fui aprendendo com o tempo que essas atitudes não eram positivas”. Orgulhoso do trabalho realizado, destacou que o Clube passava épocas sem cartões amarelos, “fruto do trabalho feito e do respeito” que impunha.

Entre os momentos mais marcantes, recorda as vitórias sobre o Sporting Clube de Portugal e sobre o Futebol Clube do Porto, em 1986, bem como as subidas de divisão em 1990/91, que foram “marcos enormes” para o Clube e para a sua carreira de treinador.

O recém-eleito presidente recordou ainda os dias de jogo em que o pavilhão da Embra ficava repleto de público, e a notoriedade alcançada pelo Clube a nível nacional: “éramos os mais bem vestidos, os mais bonitos e dos melhores a jogar”, garantindo que “é isso que quero implementar aqui: sermos bonitos e bons”.

Equilíbrio financeiro e bons resultados desportivos

“Todos os elementos da Direção são para mim vice-presidentes” referiu Rui Verdingola, que deseja para os próximos dois anos que “o Clube consiga, de forma sustentada ter êxitos desportivos, que se consiga ir diminuindo o passivo que temos, e recordar e afirmar sempre os presidentes e diretores que por aqui passaram”.

Emocionado, lembrou que o pavilhão da Embra “se deve a um punhado de senhores bem dirigidos por Joaquim Rocha” e garantiu que “irei tudo fazer, sensibilizando os sócios, no sentido deste pavilhão ser o Pavilhão Joaquim Rocha”.

O novo presidente enalteceu o papel dos fundadores do Sporting Clube Marinhense, que foram “a pedra basilar e iniciaram este trabalho”, assumindo que “tudo farei para que este trabalho seja cada vez mais nobre e tenha sequência”.

Focado no trabalho de equipa, Rui Verdingola vê-se como “um elemento do grupo”, que vai trabalhar para que o Sp. Marinhense seja um Clube sustentado financeiramente e o melhor no campo desportivo, traçando como metas a conquista de mais sócios, mais atletas e melhor formação. “A nossa missão é ter no SCM uma família maior, melhor e mais bonita”.

Segundo Rui Verdingola, o trabalho já arrancou e é objetivo da sua equipa contar com o contributo dos atletas das três modalidades praticadas no clube – hóquei, basquetebol e patinagem. Não esqueceu o contexto de pandemia em que se vive atualmente, e que fez com que o clube deixasse de ter receitas de bilheteira. Realçou, no entanto, o contributo da autarquia e da Junta de Freguesia, “que é muito importante”, a par do apoio dos patrocinadores, sócios e amigos.

“Vamos pedir o Pão-por-Deus às empresas que já connosco convivem, e a novas empresas, e também aos nossos sócios. Precisamos do apoio de toda a gente neste momento. Não há bilheteira, não houve festa anual nem Festas da Cidade”, disse o dirigente, lembrando a dimensão e grande responsabilidade de uma casa como o Sp. Marinhense.

“Vamos tudo fazer para chegar ao fim do mandato tranquilos, e para deixar uma plataforma equilibrada”, do ponto de vista desportivo e financeiro, referiu Rui Verdingola que garante que “Serei igual a mim próprio, de forma mais equilibrada. Com 66 anos, já tenho idade para me orientar bem. Quero sempre mais e melhor. Sempre fui assim. Um líder de posição e um líder de ação”.

O responsável diz que quer ouvir e aprender com os mais novos e os seus pais, mas também com os mais velhos. “É com os pais dos atletas, com os antigos diretores e antigos atletas que irei partilhar a minha passagem por aqui”.

“Ser um leão da Embra é ser o melhor e defender de forma ambiciosa os princípios do desporto, do clube e do fair play”, concluiu Rui Verdingola.

Órgãos sociais eleitos para 2020/2022


Direção:

Presidente: Rui Verdingola;

Vice-Presidentes: Vasco Santos; Luís Godinho (Basquetebol); Miguel Rodrigues (Hóquei em Patins); Ana Oliveira (Patinagem Artística); João Frade (Património); João Amaro (Financeiro); Ana Fonseca (Comunicação);

Tesoureiro: Isa Cunha;

Secretário: Cristina Cardeira;

Coordenador Desportivo: João Amaro;

Vogais: Inês Santos, Adriana Nobre, Luís Costa, Miguel Fortuna, Rita Gomes, António Ronquilho, José Maia, Manuel Ronquilho, Mário Mendes.

Assembleia-Geral:

Presidente: João Faustino;

Vice-Presidente: Fernando Mendes;

1.º Secretário: Susana Domingues;

2.º Secretário: Jorge Nobre.

Conselho Fiscal:

Presidente: Alberto Maia;

Vice-Presidente: Marco Serrão;

Secretário: Alberto Ferreira.

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