Sete meses depois da tempestade Kristin, o Armazém Solidário já apoiou 4.839 pessoas, pertencentes a 601 agregados familiares, na Marinha Grande e em concelhos vizinhos, e prepara agora uma nova fase de intervenção, com reforço do apoio alimentar e medidas dirigidas às famílias que possam enfrentar maiores dificuldades durante o inverno

 

Criada na sequência da tempestade que atingiu com particular intensidade a região Centro no início do ano, a estrutura instalou-se num espaço com 4.000 metros quadrados, na Rua das Rosas, na Pedra de Baixo, onde recolhe, organiza e distribui bens essenciais. A operação funciona atualmente seis dias por semana e já envolveu 468 voluntários.

Entre 28 de fevereiro e 13 de setembro, foram mobilizados mais de 190 mil euros em bens, dos quais mais de 150 mil já chegaram diretamente às famílias e cerca de 40 mil estão preparados para distribuição. No mesmo período foram entregues 1.102 cabazes alimentares, 545 kits de roupa e têxteis, 132 colchões, 81 camas e dezenas de eletrodomésticos essenciais.

Em nota de imprensa, os responsáveis referem que dos agregados familiares apoiados, 28% integram pessoas com mais de 65 anos e 16% menores de idade. O Armazém Solidário apoiou ainda diretamente seis instituições particulares de solidariedade social e colaborou com a Câmara Municipal da Marinha Grande na distribuição de ajuda.

Refood poderá assegurar 700 refeições por semana

A próxima fase da resposta deverá passar pelo reforço do apoio alimentar, através da instalação de um núcleo Refood no próprio armazém. A expectativa é que esta estrutura possa disponibilizar cerca de 700 refeições por semana a pessoas e famílias em situação de dificuldade.

O objetivo é aproveitar a capacidade logística e a rede de voluntariado já existente, alargando a intervenção do Armazém Solidário para além da resposta imediata à tempestade e dando continuidade ao apoio social identificado no território.

Inverno preocupa responsáveis

A chegada dos meses mais frios é outra das preocupações. Segundo a organização, várias habitações continuam sem a cobertura reparada, deixando algumas famílias mais expostas às condições meteorológicas. Por isso, estão a ser preparadas soluções para apoiar quem possa ser obrigado a abandonar temporariamente a sua habitação durante o inverno.

O Armazém Solidário mantém ainda uma campanha de angariação de fundos para suportar os custos de funcionamento e viabilizar a criação do futuro núcleo Refood, que exigirá investimento em frigoríficos e outros equipamentos de conservação alimentar. A organização apela também à entrada de novos voluntários para reforçar as equipas nos próximos meses.